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3.5.15

Semana passada recebi um email de um leitor do blog perguntando se eu conhecia a lista dos discos mais vendidos do mundo. Sim, conhecia. Porém, há muitas divergências sobre o número exato de vendas, porque isso passa por anos no mercado e até dados locais. Atualmente, há uma lista mais aceita pela maioria dos veículos, já com informações e números de diversos canais de coleta desses valores.

PS: Vale lembrar que esses números variam conforme atualização de vendagem e também de outros que podem não ser contabilizados.

Vamos a eles? Eis os 10 primeiros:

10ª: Rumours (1977) - Fleetwood Mac (40 milhões de cópias)



 

9ª: The Immaculate Collection (1990) - Madonna (41 milhões de cópias)
 


8ª: Dirty Dancing (1987) - Trilha Sonora (42 milhões de cópias)

 
7ª: Their Greatest Hits (1976) - Eagles (42 milhões de cópias)

 

6ª: Bat Out of Hell (1977) -
Meat Loaf (43 milhões de cópias)




5ª: The Bodyguard (1992) - Trilha Sonora (44 milhões de cópias)




4ª: Bad (1987) - Michael Jackson (45 milhões de cópias)



3ª: Back in Black (1980) - AC/DC (49 milhões de cópias)



2ª: The Dark Side of the Moon (1973) - Pink Floyd (50 milhões de cópias)



1ª: Thriller (1992) - Michael Jackson (110 milhões de cópias)


25.6.12

"Quando penso em você, fecho os olhos de saudade..."

Se você tem mais de 25 anos, com certeza ouviu muitas vezes essa canção de Raimundo Fágner. A famosa "Canteiros" foi uma das músicas mais executadas e conhecidas na década de 80, após um novo sucesso do cantor. Cearense de Orós, Fágner se destacou na Música Popular Brasileira por sua musicalidade romântica, mas muito original. Um dos mais famosos representantes da cultura musical nordestina, começou a carreira com forte apelo da região, porém a sua obra mais conhecida veio de uma inspiração que demonstra toda a qualidade do cantor.

Lançada no disco "Manera, fru fru, Manera", de 1973, a música "Canteiros" teve inspiração num dos poemas mais famosos da poetisa Cecília Meireles, o "Marcha". Com influência de vários estilos, como Bossa-Nova e Tropicália, a canção hoje em dia é tratada como um clássico, mas passou por maus momentos fora das rádios. Isso porque, o início da canção é praticamente toda a quinta e sexta estrofe do poema supraticado, com pequenas alterações:

Canteiros - Fágner (e Cecília Meireles)

"Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Sendo claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria"

A Marcha - Cecília Meireles
"(...)
Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudade;
tenho visto muita coisa,
menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos ristes,
dos sonhos claros que invento.
Nem aquilo que imagino
já me dá contentameno.

Como tudo sempre acaba,
oxalá seja bem cedo!
A esperança que falava
tem lábios brancos de medo.
O horizonte corta a vida
isento de tudo, isento...
Não há lágrima nem grito:
apenas consentimento."

À época, o então iniciante e desconhecido Fágner conseguiu baixa vendagem dos seus LP's e os mesmos foram retirados das lojas. Graças a um crescente sucesso de outra obra sua, a "Revelação", muitos descobriram "Canteiros" após vasculharem toda a obra musical do cearense. Já nos seus shows da década de 70, o cantor incluia Cecília Meireles como co-autora da música. Porém, mesmo com a inspiração e não total cópia dos versos da escritora, quando tomaram conhecimento da música, a família da Cecília Meireles buscou na Justiça uma solução para a gravação não autorizada dos versos.

Em depoimento judicial no ano de 1979, Raimundo Fagner admitiu, ao ser interrogado no dia pelo Juiz Jaime Boente, na 16ª Vara Criminal, que ''sem tirar a beleza dos versos, procurou fazer uma adaptação à música'', reconhecendo o uso indevido do poema. Para o bacharel, o cantor tinha violado a lei de número 5.988/73 que regula os direitos autorais e com a agravante de plágio, nos artigos 184 e 185 do Código Penal à época.

No ano de 1981 as herdeiras de Cecília conseguiram a condenação judicial das gravadoras Polygram, Polystar, Polifar, as Edições Saturno e do cantor Fágner. A multa de Cr$ 101 mil cruzeiros por violação de direitos autorais foi o valor estipulado pelo juiz. Mas somente em 1999 a novela da briga na Justiça terminou por completo, quando a gravadora Sony Music entrou em acordo com as filhas herdeiras da poetisa para a regravação da música, que ocorreu em janeiro de 2000, na cidade de Fortaleza.

Uma curiosidade ainda sobre a canção: Além do poema da Ceília Meireles, há versos de "Águas de Março", de autoria do maestro Tom Jobim ao final da "Canteiros". Porém, não houve qualquer problema quanto a essa interferência poética na música.


30.5.12


Muita gente que justifica a internet como perigo para a saúde social do mundo lembra e cita as redes sociais. Algumas delas como Facebook, Orkut (quando ainda era usado), MySpace e afins. Pois nossa homenageada de hoje veio justamente delas e virou fenômeno no mundo: Lilly Allen. A jovem cantora de 27 anos nascida na Inglaterra é um dos maiores exemplos de que o mundo atual gira em torno, entre outros meios, da grande rede mundial de computadores.


Página da Lily Allen no MySpace

Essa londrina com jeito de menina ganhou fama após clipes e músicas postadas em seu perfil no MySpace, no ano de 2005. Foram dezenas de vídeos com canções autorais e covers. Apesar de não tocar nenhum instrumento, Lily Allen sabe ler música e garante que toda a inspiração e musicalidade a ajuda na hora de construir a melodia.

Com milhares de visualizações em pouco tempo, chamou a atenção da gravadora EMI Music, que através do selo Capitol Records lançou o primeiro disco da cantora, o Alright Still. O sucesso foi imediato, com mais de cinco milhões de cópias vendidas pelo mundo, graças ao single "Smile". A própria mídia especializada em música se mostrou surpresa com tamanha vendagem, haja vista que Allen surgira num espaço de fácil pirataria, a internet. E foi justamente focada no combate a ela que a jovem lançou seus discursos pós-My Space. Lily sempre foi contra o uso da grande rede para troca de músicas.

Capa do primeiro CD: "Alright Still"

As músicas "Smile" e "LDN" atingiram os topos das paradas na Europa e EUA, lançando para o cenário internacional a jovem cantora de então 21 anos. Com um som que mistura Pop, Jazz e um pouco de Ska, o invador estilo eclético lançou sobre o mercado fonográfico não só uma nova tendência em busca de talentos, mas também "oxigênio" para velhos modelos. Sucesso entre os jovens, adolescentes e até crianças, Lily Allen ditou o ritmo musical novamente oriundo de terras inglesas. Com diversos artistas em destaque, como Radiohead, Amy Winehouse, Joss Stone e Coldplay, especialistas diziam ser "uma nova onda britânica invadindo a música do mundo".

De personalidade forte e muito autêntica, Lily Allen sempre ganhou o público por suas declarações que não "faziam média" e bastante inspiração musical. Entre seus amigos pessoais estão Elton John, que ganhou até música da cantora. O mesmo jeito fora dos holofotes é em cima do palco, com discursos de protesto e até declarações de levar a platéia ao delírio. Uma delas foi em 2009, na Austrália, quando brincou com os marmanjos dizendo que "as mulheres eram as dominantes no mundo e eles deveriam lidar com isso daqui para frente". Euforia geral e muitas risadas.
Em 2007 Lily Allen fez seu primeiro show no Brasil em turnê cercado por polêmica e repercussão. A principal razão foi por ter cantado embriagada. Allen sempre foi criticada pelos excessos e mais uma vez estava dando razão aos críticos. Ainda por aqui, ela declarou ser apaixonada pelo país e que era um dos locais preferidos para passar férias. A essa altura do sucesso, alguns colocavam a cantora junto de Amy Winehouse no hall das novas vozes da Inglaterra. No mesmo ano foi convidada para cantar no concerto em Tributo a Princesa Diana, em Wembley. Na ocasião, sua perfomance foi elogiadíssima pela crítica. No ano seguinte é indicada ao Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa.
Com a fama veio também os primeiros problemas. A então também recém-famosa Katy Perry fez declarações que deixaram a mídia sensacionalista feliz da vida. Perguntada sobre seu sucesso, a californiana descreveu seu estilo como sendo "uma versão mais magra de Lily Allen e um pouco mais gorda que Amy Winehouse". A afirmação gerou grande mau estar entre ambas e a nossa homenageada da coluna não gostou nada.

Em seu Twitter oficial, Lily disse ter o telefone de Perry e ainda a ameaçou, numa entrevista ao tablóide "The Sun": "Tenho o número da Katy Perry, alguém me fez um favor! Estou só à espera que ela abra a boca novamente e coloco o número dela no Facebook". Estava declarada a guerra. A vingança viria em outra entrevista, desta vez para uma rádio da Inglaterra. Perguntada sobre a briga entre as duas musas, a britânica não deixou por menos: "Minha gravadora queria alguém de personalidade como a minha na América. E aí encontraram a Katy. Só que, ao contrário de nós duas, você não escreve suas músicas. Então cale-se!". Desde o "duelo", Katy mudou o estilo vocal, de se vestir e principalmente de se relacionar com seu público. Agora, figurante do chamado estilo "Slut Singer" (junto de outras cantoras pop como Lady Gaga e cia) , Perry parece ter deixado em paz sua rival.
Lily Allen x Katy Perry: As musas que disputavam corações e mídia
E não foi o único problema pessoal que Lily teve que enfrentar. Por duas vezes sofreu um aborto espontâneo, o que a levou a cada vez mais a beber e fumar. O primeiro foi em janeiro de 2008, quando estava com quatro meses de gravidez. O segundo em 2010, aos seis meses. Nesse intervalo de tempo, seu sucesso aumentou ainda mais, chegando a ganhar um programa de TV chamado "Lily Allen and Friends".

Não esquecendo as origens cibernética, em 2009 lança seu segundo CD, o "It's not me, It's you", que vendeu quatro milhões de cópias e teve primeira divulgação pela internet., no mesmo MySpace onde tudo começou. Conseguiu dois singles nas paradas, "Fuck You" e "The Fear". Aclamado, o trabalho é amplamento divulgado e Lily Allen ganha em 2010 o Brit Award de Melhor Artista Britânica Solo.

Capa do segundo CD: "It's not me, It's you"
De volta ao Brasil para mais dois shows, em São Paulo e Rio de Janeiro, Lily encontra um público ainda maior e mais visibilidade local. Desta vez com boa desenvoltura, a crítica destacava seu amadurecimento, mas também reclamava do pouco tempo de duração do espetáculo (pouco mais de uma hora). Com visual diferente do "estilo namoradinha" que a consagrou, Allen mostrou ousadia e novas faces. Carismática como sempre, seus fãs poucos ligaram para tudo isso.

Em 2011 realiza o sonho de ser mãe, com o nascimento da pequena Ethel Mary. Mas com o bebê vem uma notícia ruim para os fãs: temporariamente Lily Allen estaria afastada dos palcos, por vontade própria para dedicação à família. Segundo informações da imprensa inglesa, a chegada de sua filha fez com que a cantora mudasse seus hábitos radicalmente, como parado de beber e até com vida reclusa, menos polêmica.

Os anos de 2012 e 2013 são aguardados com muitas expectativas, pois Lily pode divulgar que voltará a cantar em breve e um novo CD/turnê também. É aguardar que o talento de uma voz doce e que arrancou suspiros em meio mundo volte aos ouvidos dos fãs...


16.5.12


Hoje pela manhã me surpreendi ao ouvir um amigo dizer que desconhecia um dos mais originais, talentosos, criativos e inspirados movimentos da música brasileira: Manguebeat.

Há correntes que afirmam que o Manguebeat teve início na década de 70, com o Robertinho do Recife, primeiro músico a mesclar ritmos e gerar um novo a partir deles. Porém, o Manguebeat teve impacto em Recife, no início da década de 90, com misturas de sons que formavam uma simbiose entre Rock, Hip-Hop, Maracatu e Lounge e Batidas Eletrônicas. O nome do movimento já é um cartão de visitas da criatividade dos músicos, que faz referência ao mangue, segundo os ambientalistas, o ecossistema mais rico do planeta. Com essa analogia, os pioneiros queriam que o manguebeat formasse o "ecossistema musical mais rico do planeta".

Isso aconteceu após o manifesto do movimento Manguebeat, o Manifesto dos Caranguejos com cérebro. Chico Sciente e Fred Zero Quatro cobravam nele melhorias sociais na vida da população e todo cidadão brasileiro. A presença da tecnologia é uma marca do movimento, que engajava-se para a melhor exploração do mangue e alertando a todos que ali encontra-se os Caranguejos com cérebro, sempre antenados e com afirmação sobre o que acontecia no Brasil. Assim como o mangue original serve como uma "esponja", sugando tudo o que tem no mar e floresta, transformando em vida, o som criado pelos artistas era um reflexo de tudo pré-existente em volta. (Bem como o espírito da Antropofagia na Semana de Arte Moderna de 1922). Por esse motivo, o símbolo do Manguebeat é um carangueijo, habitante do mangue.

Essa ideologia contra-cultural, quase um protesto para o esquecido Nordeste do Brasil, agitou de forma pesada o cenário das artes, cinema, moda, social e até político de Pernambuco, novamente o colocando no cenário da cultura do país. Para situarmos o poderio cultural do movimento, a primeira transmissão de web rádio, mesmo que embrionária, foi no Manguebeat. A Manguetronic, que em abril de 1996 veiculava pela primeira vez um programa exclusivamente pela web, jogou na grande rede a nossa música.

Desse furacão cultural, o maior nome da massa que se formou foi o do Chico Science e a Nação Zumbi. São pedras fundamentais de cultura e muita influência ainda hoje na musicalidade nordestina/brasileira. Junto do Raimundos e Planet Hemp, Chico e a Nação Zumbi era o que tinhamos de mais criativo e vivo na música do Brasil durante a década de 90. Bem como o Tropicalismo, Bossa-Nova e outros ritmos que são genuinamente tupiniquim, a expressão popular foi marca e o colocava em um patamar superior quanto a música nacional.

Chico nos deixou prematuramente em 1997, num acidente de carro, mas a Nação Zumbi continuou, bem como o Manguebeat. A base cultural e a prova de que podemos sim reinventar o nosso som e, principalmente nossa cultura, ficaram para sempre. Injustamente, o movimento perdeu força por conta da discriminação que sofre o Nordeste e a necessidade comercial das gravadoras. Mas como tudo se reinventa, com a chegada da internet, aquela mesmo que foi aliada há 16 anos do Mangue, volta a ter importância e divulgar novos músicos.

A música "Maracatu Atômico" é até hoje a música símbolo do Manguebeat, ganhando importância mundial ao ser o tema de encerramento do filme "Senna", sobre o ex-piloto de Fórmula 1.



Show completo do Chico Science e Nação Zumbi, no Hollywood Rock in Concert, em 1996

10.4.12

Madrugada no Twitter, horário de todos dormirem e eu esperar minhas edições para ir domir. Eis que surge uma brincadeira nos Trending Topics: #10MelhoresBandas.

Para amantes de música é impossível não responder. Mas eis que na dificil tarefa de selecionar apenas dez bandas, vem a lembrança dos discos, CDs e afins escutados para dividí-los! Aí surge outra missão: Os melhores discos.

Por que então não fazer um seleção dos melhores discos do rock? Difícil, não?! Principalmente quando já existe uma lista renomada como a do Hall da Fama do Rock. Por isso resolvi fazer os Top 10 PARA MIM!!!!

Lembrando, essa seleção é PESSOAL, que está incluído aqui meu gosto e minha preferência de estilo. Vamos a ela?

PS: Quero a opinião dos 10 melhores discos NA OPINIÃO DE VOCÊS, nos comentários!

10 - London Calling - The Clash



Com certeza deve ser o álbum mais amado pelos que curtem punk. É nele que está a famosa canção que leva o nome do disco, "London Calling", que virou símbolo do protesto musical oriundo da Inglaterra. As faixas que mais gosto, além dessa citada, obviamente, é "Spanish Bombs", onde os The Clash mostravam ser mais talentosos que simplesmente uma banda de punk e a "koka Kola".


9 - "Ramones" - Ramones


Primeiro álbum da banda, mais uma das favoritas dos amantes de punk. O disco começa com a famosa "Blitzkrieg Bop" e ainda tem a divertidíssima "I Wanna Be Your Boyfriend". Tem um som marcado pela revolução sonora proposta pelo estilo, rápida, curta e agitada!


8 - "The Works" - Queen


Aí está um disco dificil de selecionar, porque o Queen é uma banda que com grandes hits entrou pra história e, quase todos eles, distribuídos pela discografia que vendeu mais de 300 milhões de cópias ao longo dos anos. O que me fez colocá-la aqui foi justamente a qualidade desse disco em si. É uma mistura de rock, já vivendo o pós-punk e quase pós-indie, além da minha música favorita do Queen (junto de Don't Stop me Now"), a Radio Gaga. Nele também estão clássicos como "I want to break free" e "Hammer to Fall". Clássico.

7 - "Slippery When Wet - Bon Jovi"


Sou fã declarado desse estilo hard rock, uma marca dos anos 80, com aqueles rockeiros tradicionais, cabeludos, sex, drugs and rock n' roll. Esse disco tem tudo isso e, a música de maior sucesso da banda, a "livin' on a prayer". Junto dela também a famosa "You give love a bad name". Sinto muita falta desse estilo tradicional nas bandas atuais.

6 - "Metallica" - Metallica


É considerado por muitos como o melhor disco de rock metal de todos os tempos. Confesso que é um daqueles discos que todos devem ter em casa, raridade e especial. É chamado de Black Album por causa do seu peso, importância e a força das músicas! É uma porrada mesmo, porque nele estão as algumas das músicas mais famosas da banda, como "Enter Sandman" (minha preferida deles), "Nothing Else Matters" e "The Unforgiven". Está na minha lista de discos impossíveis de achar o original, mas continuo na saga!


5 - "Californication" - Red Hot Chilli Peppers


Através desse disco conheci a banda! E com certeza grande parte dos fãs. Fez um mega sucesso no Brasil, principalmente após a passagem deles no Rock in Rio III e um show em SP, no ano seguinte. Ele já abre com a minha favorita da banda, a "Around the World". Nele estão outras preferidas minhas, como "Otherside" e a própria "Californication". Como foi dito na época, repito aqui: "È um CD feito nos anos 2000, mas com o estilo dos anos 90 e a qualidade musical dos 80". Uma obra-prima!!!

4 - "Tattoo You" - Rolling Stones


Para muito especialista é o melhor CD de todos os tempos e da banda do Jagger. Confesso que gosto muito, praticamente um disco completo. Há tudo que procuramos em uma boa banda, porque vai de músicas para cantar pulando, como a que abre o LP, "Start me up", até aquelas para relaxarmos, como a "Heaven". Há nele a minha preferida da banda, a "Hang Fire". Todas, absolutamente todas as faixas, são excelentes. É nesse lançamento também que está a famosa "Waiting on a friend", que é a mais pedida pelos fãs da banda, nos shows, graças a letra que fala de amizade e companherismo. Curiosamente, após esse disco é que começaram as brigas entre Mick Jagger e seu guitarrista Richards! Graças a Deus, a banda não acabou como cogitam desde aqueles tempos e, em 2012, completa 50 anos de carreira!!!!!


3 - "Back in Black" - AC/DC



Esse disco é um daqueles que, mesmo quem não curte rock, conhece! Um clássico, uma lenda. É o disco mais vendido da banda australiana e o segundo mais vendido da história da música!!!!!!!!!!!!!!!!!! Uma obra-prima. Há quem considere ser o maior de todos os tempos, porque nele estão a faixa que leva o nome do disco, a maravilhosa (e aguardada nos shows) "Hells Bells" e a minha predileta da banda: "You shook me All Night Long"


2 - "Ideologia" - Cazuza


Sim, o poeta do rock brasileiro aparece com o vice e a frente de muitos outros renomados artistas. Mas como falei, é gosto pessoal. As maiores músicas do Cazuza estão nesse disco, como a que dá nome a ele, a famosíssima "Brasil", "Um Trem para as Estrelas", a sensacional "Blues da Piedade" e a antológica "Faz Parte do Meu Show". Preciso dizer mais? Pra mim, o disco mais importante do rock brasileiro, pelo seu conteúdo crítico, qualidade extrema de composição e música, além de ser o auge da maturidade musical do Cazuza!!


1 - "Appetite for Destruction" - Guns N' Roses


Quem acompanha meu blog tinha certeza que seria esse álbum o campeão. É minha banda favorita e cada faixa desse disco é uma antologia. Cada música tem uma história, como "Rocket Queen" com áudio originais de sexo explícito e obras primas como "Welcome to the jungle", "Paradise City" e a música que carrega um dos solos mais famosos da história, a "Sweet Child o' Mine". Sem falar de outras pérolas como "It's so easy", "Nightrain" e "My Michelle", composta para uma amiga do Axl Rose. Um CD perfeito, assim classifico esse disco que poderia ter dado absolutamente tudo errado nele, já que foi gravado com limitadíssimo orçamento e produção, mas com um talento absurdo. E detalhe: Ainda teve sua capa original banida por causa da violência que existia na mesma!!!! É tão importante para a música que ganhou um livro em 2011, sobre sua história, bastidores e curiosidades!

10.3.12


Meados dos anos 80, mais precisamente o ano de 1984, o imperialismo e doutrinação cultural dos EUA corria a pleno vapor. O mundo se via "sacudido" por uma menina loira e jeito sexy de dançar, mas que de forma antagônica fazia sucesso com uma canção chamada "Like a Virgin" (Como uma virgem). Ela se chamava Madonna e com certeza todos já ouviram falar e cantaram suas músicas. Ou pelo menos continuam até os dias atuais.

Como em um contraste calculado, uma outra jovem vestia muitas roupas que mesclavam o punk e pop ao estilo David Bowie. Não era loira, bem além disso, as misturas das cores eram os diferenciais das suas madeixas. Sua forma de dançar não era sexy, mas desengonçada, despojada, livre e irreverente. E o principal: sua música não fazia qualquer conotação sexual, apenas uma singela afirmação "Garotas querem apenas se divertir".

Se você viveu os anos 80, com certeza já descobriu de quem estou falando. Sim, a grande revolucionária da música pop: Cyndi Lauper.

Muitos jovens dos anos 2000 acham que Lady Gaga, Katy Perry, Christina Aguilera e cia são escândalos sociais, com suas roupas extravagantes, coloridas e cabelos cada dia em uma cor diferente. Pois Lauper já fazia isso há quase trinta anos. De forma natural e que conquistava corações de crianças, adolescentes e até muitos adultos, foi assim que seu CD de lançamento, o "She's so unusual" vendeu mais de seis milhões de cópias nos EUA e aproximadamente dez milhões no mundo inteiro. Foram quatro singles entre os dez primeiros da Bilboard. Um sucesso que lançou estilo.



Capa do disco "She's so Unusual"

Por tanto sucesso, o álbum entrou para a lista dos "500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos", da revista Rolling Stone, onde também estão, entre muitos, o "Thriller", de Michael Jackson e "Sgt Peppers", dos The Beatles. Além disso, a produção fonográfica está em exposição no Rock And Roll Hall of Fame, junto de outros mega sucessos.

Girls Just Want to Have Fun



Nascida em Nova York, Cyndi Lauper foi responsável por uma revolução que influenciou para sempre a música Pop. Roupas, cabelos coloridos e jeito infanto-inocente de cantar fariam história. Como já contamos aqui, a própria Lady Gaga já afirmou que sua maior influência feminina musical é a Cyndi. Vale lembrar que Gaga nasceu no mesmo Estado que Lauper.

Com sua canção irreverente e estilo alegre de cantar, Cyndi Lauper foi parar com trilha sonora para um dos filmes de maior sucesso do cinema, o "The Goonies". Além disso, fez diversas participações em filmes e séries infanto-juvenis. Era a "Menina amada pela juventude", como creditavam os jornais americanos.

Cyndi Lauper e o clip de "THE GOONIE 'R' GOOD ENOUGH"



Paralelo a esse estilo, Madonna usava e abusava da sexualidade. A mistura gerou a semelhante rivalidade que ocorre hoje em dia com Gaga e Perry, muito mais criada para vendagem de CD's e mídia que pelas próprias cantoras. Ambas não se importavam e até fizeram alguns shows juntas, o que contribuiu para a imagem das duas. O próprio público alvo das moças era o mesmo.

Ao todo, Cyndi Lauper lançou onze discos, sendo o último em 2010, com boa aceitação, crítica e vendagem nos Estados Unidos. Ganhou dois Grammy's e um Emmy. Aem a mesma força que na década de 80, continua fazendo sucesso na América.

Cyndi Lauper atualmente

Há pouco tempo participou de um reality show, mostrando estar conectada com as mudanças do mundo pop, mas foi demitida ao afirmar, surpreendentemente, que tinha criado um próprio para si! A audiência do programa caiu quase que pela metade após sua saída.

O tempo passou para a jovem "sweet-rebelde" Lauper, mas suas identidades ainda estão presentes nas novas gerações, graças à revolucionária da música Pop.