31.10.10

Após mais de dois anos, volto a escrever nesse blog.

Por que voltei? Simples: precisava, mesmo que simbolicamente, reviver meus sentimentos ufanistas. E eles habitam no Bacharel Carioca.

O sentimento ufanista que tomou conta de mim hoje foi a eleição da primeira presidenta da história do Brasil. Voltei oito anos, onde vi um metalúrgico, mesmo que não o apoiando, chegar ao poder com a ajuda do povo, pelo direito do povo.
E daqueles tempos para hoje, não só as coisas mudaram no Palácio do Planalto, mas toda a esperança de uma gente.

Não vou abordar e enumerar as diversas contradições do Governo Lula, já fizeram por demais na campanha. Quero falar sobre o futuro.

Fui crítico da Dilma, um personagem criado pelo (hoje, assim podemos chamá-lo) mito Luiz Inácio Lula da Silva para substituí-lo na presidência após a saída de forças políticas do PT, como Heloísa Helena, Luciana Genro e Marina Silva. Curiosamente, as três são do sexo feminino, o que apontava para um destino assim escrito.

Despreparada, totalmente "bicho solto na mata", sem nenhum controle sobre a imagem e sem nenhum perfil físico para agradar o povo... Esses foram os muitos defeitos da escolhida Ministra da Casa Civíl, Dilma Rousseff.

A primeira vez que me falaram sobre a possibilidade dela ser a presidenta do país, veio do professor Ricardo Mazella, numa aula de Telejornalismo I, em 2007, ainda. Lembro de suas palavras, como se fossem hoje:

- Você estão tendo essa noção, de que podemos ter uma mulher presidenta?

Eu sinceramente não tinha parado para pensar. Realmente ele estava certo. Mudaram a aparência, estudaram o perfil, investiram e propagaram. Publicidade mesmo, bastante propaganda para torná-la popular e amável pelos eleitores de Lula. Não agradou. Não me agradou. Não emplacou.

Mas foi vencendo barreiras, amadureceu demais e conseguiu me convencer. Não só pelas palavras, ainda frágeis e com algum descontrole. Porém, pela força política de alguém que não se entregou e teve um histórico aliado, que mesmo não sendo unanimidade, há que se respeitar: Lula.

Lula é apolítico, não é a imagem do PT. É maior que o partido, representa e é o povo. Mesmo que com a cabeça sempre voltada para conquistar votos, com ações dessa magnitude, tipo Bolsa-Família (Que ataco sempre e acho apelativo, populista, eleitoreiro).

Hoje, após a vitória de Dilma, parei para pensar e vi que, mesmo não percebendo, meu voto era para ser dela. De quatro eleições para presidente, em três votei numa mulher e uma anulação (Heloísa Helena no 1ª turno de 2006 e nulo no 2ª. Em 2010, Marina Silva no 1ª e Dilma, agora, no 2ª)

Dilma, votei em você. Vou te cobrar. Estarei quatro anos, mais que nunca, buscando o cumprimento de suas promessas. Sabe por que? Porque você foi a primeira candidata do Executivo que consegui eleger.

(Continua no próximo post)

17.6.08


Obrigado, Mestre! Muito obrigado...
Mangueira - Jamelão 2002

25.6.07

Baixei um CD da Jovelina Pérola Negra chamado de "Duetos", onde num show dos produtores, eles colocam diversos Sambistas como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Leci Brandão, Beth Carvalho, Alcione e etc para "cantarem" com a Jovelina, numa clara montagem de estúdio...
PORÉM, não se percebe que é montagem, percebe-se sim, que é uma homenagem ESTUPENDA!

Numa das faixas, logo na introdução percebi que era um samba enredo, pela levada...

SUPRESA 1: Dominguinhos do Estácio "cantando" com Jovelina Pérola Negra.

SUPRESA 2: O samba é nada mais, nada menos, que o "33 - Destino D. Pedro II" da Em Cima da Hora de 1984, um dos maiores sambas da escola de Cavalcanti e também do Carnaval Carioca.

Vamos ao que interessa, estou ouvindo-o desde sábado a noite SEM PARAR, é simplesmente FANTÁSTICO!!!

Vou disponibilizar aqui a faixa do CD: http://rapidshare.com/files/39334685/11_Faixa_11.wma.html


EIS A LETRA DESSA OBRA PRIMA:

G.R.E.S. EM CIMA DA HORA - Samba-Enredo 1984

"33 - Destino D. Pedro II"
(Guará e Jorginho das Rosas)



Vamos sublimar em poesia

A razão do dia a dia

Pra ganhar o pão

Acordar de manhã cedo

Caminhar pra estação
Pra chegar lá em D. Pedro

A tempo de bater cartão


Não é mole não
Com a inflação (bis)
Almejar a regalia

E o progresso da nação

O suburbano quando chega atrasado
O patrão mal-humorado

Diz que mora logo ali

Mas é porque não anda nesse trem lotado

Com o peito amargurado

Baldeando por aí

Imagine quem é lá de Japerí
(BIS)

Olhando a menina de laços de fita
Batucando na marmita

Pra não ver o tempo passar

Esquecendo da tristeza quando o trem avariar
(BIS)

E na viagem tem jogo de ronda

De damas e reis
Vendedores, cartomantes, repentistas
Tiram onda de artista

No famoso "Trinta e Três"
O trombadinha quase sempre se dá bem
O paquera apanha quando mexe com alguém

Não é tão mole andar de pingente no trem (BIS)