21.4.16



Após anos aqui e em vários espaços, estamos de casa nova e definitiva. Agora somos todos Articulistas.

O Bacharel se formou, cresceu e agora é um escritor de artigos. Então corre lá, veja a mais nova Web Revista do pedaço!


25.7.15

Sabe aquela música que você ouve desde criança, marcou parte da sua vida e sempre que toca te traz lembranças deliciosas? Então, agora imagina que você foi "enganado" por esse tempo todo e não sabia? Bem, não é enganado no sentido literal, mas por desconhecer que muitas das músicas famosas são, na verdade, uma versão nacional.

Muitas canções brasileiras, principalmente a partir da Jovem Guarda, ganhavam muitas versões em português. Isso porque o mundo vivia a fase áurea da influência das músicas internacionais, já era o começo da globalização. Os artistas brasileiros, na onda dessa internacionalização, pegavam muitas canções de sucesso em locais específicos e faziam arranjos e versões brasileiras. Algumas se tornaram tão famosas, que superaram as originais no Brasil.

E é agora que você descobrirá que cantou muita coisa sem saber que era uma versão. Vamos à lista:

10 - Marvin, dos Titãs (Patches, de Clarence Carter)

Gravado em 1984, no famoso disco "Go Back", Marvim é um dos maiores sucessos dos Titãs, que são considerados os Rolling Stones do Brasil. O que muita gente que já cantou não sabe é que essa canção é um clássico do soul americano, mais precisamente do Alabama. Ela é de Clarence Carter, integrante da Chairmen of the Board, banda que a lançou 20 anos antes.




9 - Qualquer Jeito (Não Está Sendo Fácil), da Kátia (It Should Have Been Easy, de Bob McDill)

Não está sendo fácil escrever tudo isso, mas a inesquecível música que consagrou nos anos 80 a carismática Kária, é uma versão da composição de Bob McDill, gravada por Anne Murray em 1982. Inspirados pela musicalidade que ela carrega, foi trazida para o Brasil e ganhou uma pitada nacional.

Assinaram a versão nada mais que a dupla Roberto e Erasmo Carlos. Foi largamente executava no fim dos anos 80 e ganhou fama novamente em 2013, com a volta do "Globo de Ouro", no Canal Viva. Como se percebe pelo nome, o verso que "batiza" a música é quase o original...




8 - Quatro Semanas de Amor, de Luan e Vanessa (Sealed With a Kiss, de Peter Udell e Gary Geld)

Se você tem por volta de 30 anos, com certeza foi apaixonado pela Vanessa ou pelo Luan. E também cantava debaixo do chuveiro que "foi um sonho de verão". Mas não foi. A música é uma versão de outra o The Four Voices gravou, em 1960, como single, mas a sua gravação não obteve sucesso. Em 1972 foi lançada pelos autores, Peter Udell e Gary Geld, sendo regravada outras tantas vezes, até virar um hit dos anos 90 no Brasil... em uma versão.





7 - Eva, do Rádio Táxi (Regravado pela Banda Eva), (Eva, de Umberto Tozzi)

Aqui temos duas surpresas. A primeira, para quem é mais novo, que essa música não é da Banda Eva (ou da Ivete Sangalo). A outra de que muito menos da Rádio Táxi, uma das bandas de maior sucesso dos anos 80.

Só que ela é uma versão de uma canção italiana de fama em seu país de origem. Lançada em 1982 na Itália, em português ela ganhou a letra muito semelhante e um tempero muito mais gostoso de se ouvir.





6 - Meu Sangue Ferve Por Você, de Sidney Magal, (Oh Cuanto Te Amo, de Sabú)

O "Amante Latino" Sidney Magal se inspirou no apelido e foi buscar na Argentina aquele que seria o seu maior sucesso. Lançada em 1977, a versão em português foi inspirada na original do cantor de baladas porteñas Sabú, muito famoso na América Latina. Chegou ao público das Américas no fim dos anos 60.

Até hoje a versão de Magal é famosa até mesmo fora do país.





5 - Borbulhas de Amor, de Fagner, (Burbujas de Amor, de Juan Luis Guerra)

Agora chegamos a uma das canções mais populares e famosas da música brasileira. Bem, não tão brasileira. Se um dia você quis ser um peixe para em um límpido aquário mergulhar, agradeça ao dominicano Juan Luis Guerra. Ele quem lançou, na década de 80, a versão original do hit que levou Raimundo Fágner, já consagrado na MPB, vender mais de meio milhão de discos.

Uma curiosidade sobre esta versão é que ela foi assinada pelo poeta Ferreira Gullar, um dos maiores nomes da literatura brasileira.





4 - O Amor e Poder, de Rosana, (The Power Of Love, de Jennifer Rush)

Já vou avisando que sua Festa Ploc nunca mais será a mesma: Na próxima vez que você cantar "Como uma deuuuuuuusa", lembre-se que milhões de outras pessoas, em mais de dez idiomas, também podem estar cantando na versão do seu país. Lançado em 1984 pela americana Jennifer Rush, a The Power Of Love foi um sucesso absoluto de regravações. Entre os nomes estão Celine Dion, em 1993.

No Brasil, Rosana a regravou três anos depois e nunca mais conseguiu tirar sua imagem da "Deusa" que a mantêm sob os holofotes. Seu nome é tão ligado à música, que quase todos os brasileiros nem imaginam que essa canção é consagrada no mundo todo.





3 -  Bem Que Se Quis, de Marisa Monte, (E Po’ Che Fa, de Pino Daniele)

Aqui estamos falando de um raro caso onde a versão em português superou a original. E muito se deve ao monstruoso talento de Marisa Monte. Ao gravar "Bem Que Se Quis", em 1988, a brasileira contou com a ajuda do grande Nelson Motta. O jornalista a traduziu a original de Pino Daniele, lançada ano anterior. Vale uma menção aqui: Marisa estudou canto em Roma, na Itália. Talvez a própria tenha tido contato com a obra bem antes.

Chegou ao público do Brasil num dos arranjos mais consagradores da MPB, naquele que seria um dos grandes discos dos ano 80, o MM, que está entre os 100 maiores da música brasileira, segundo a Revista Rolling Stones.





2 - À Sua Maneira, do Capital Inicial, (De Musica Ligera, de Soda Stereo)

Se estava falando polêmica, não falta mais. "De música ligera" foi composta por Gustavo Cerati e interpretada pela banda argentina Soda Stereo, uma das maiores influências latinas em termo de rock. Lançada em 1990, foi um marco para os hermanos. No Brasil ela ganhou uma versão pouco lembrada dos não menos influenciadores Paralamas do Sucesso, em 1996, Mas entrou de vez no cenário musical brasileiro em 2002, com o Capital Inicial.

A música ficou tão famosa que marcou o ressurgimento do grupo liderado por Dinho Ouro Preto e é até hoje confundida como sendo uma canção originalmente em português. Pouco importa, ela é um divisor de águas em ambas fronteiras.





1 - Vou de Táxi, da Angélica, (Joe Le Taxi, de Vanessa Paradis)

Prepare-se agora para uma revelação que mudará sua histórica infância, caso tenha mais de 30 anos: Você pode ir de táxi, mas se não falar francês, é capaz de ficar no meio da rua. A canção que fez a então apresentadora Angélica famosa no Brasil inteiro, nada mais é que uma versão da francesa Joe Le Taxi. Escrita por Étienne Roda-Gil e composta por Franck Langolff, ela foi incluída no álbum de estreia de Vanessa Paradis, "M & J", em 1988. O sucesso foi tão absurdo, cerca de 3 milhões de cópias vendidas, que colocou o single entre os 100 mais comercializados de todos os tempos.

A loirinha Angélica, então com 15 anos, contou com a ajuda de Byafra e Aloysio Reis na versão e dividiu sua carreira entre antes e depois de "Vou de Táxi". Ela era semelhante em todas as características que Vanessa tinha na música original. O sucesso foi estrondoso e tornou a canção como uma das 10 mais tocadas no ano de 1988 no Brasil.

Mas ao contrário da francesa, que descrevia um taxista pelas ruas de Paris, a versão em português contava com um conteúdo mais romântico e que alavancou ainda mais o charme da garota que conquistava a audiência na TV Manchete.




Agora diga: Qual destas você nem imaginava que era uma versão em português?


23.6.15

Brasil e Colômbia se enfrentaram pela Copa América, naquela que foi a terceira partida entre as duas equipes em um ano. Nas outras duas ocasiões a Seleção Brasileira venceu, mas nesta última os colombianos não só ganharam como mostraram uma força muito grande e diferente de outros encontros. Assim como fiz com o Chile, resolvi entender o que de fundamental aconteceu e definiu o jogo.

Pékerman, outro treinador argentino, assim como Sampaoli, já treinou a Seleção da Argentina na Copa de 2006. Seu estilo é tradicional ao sulamericano, com bastante marcação e dois meias fazendo as criações de jogadas. Na Colômbia ele mantêm este estilo. E foi assim que os colombianos deram um nó tático no Brasil, na penúltima rodada do Grupo C da Copa América.

Com uma recomposição defensiva extremamente forte e precisa, os colombianos montaram um esquema de marcação por zona e que anulasse o principal jogador do Brasil: Neymar. Como na Seleção o jogador brasileiro atua pelo lado esquerdo, por aquele lado o treinador da Colômbia colocou Zuñiga e o volante Sánchez. Na cobertura ainda ficava o experiente Zapata.

Além deles, Juan Cuadrado  pela direita e James Rodriguez pela esquerda, com Radamés Falcão voltando, a marcação do ataque do Brasil era não só eficiente como neutralizou qualquer tipo de criatividade pelo meio. A Seleção Brasileira até tentou abrir o jogo, procurando sempre Filipe Luís na partida. O lateral foi o jogador que mais tocou na bola no jogo inteiro, justamente o único que não tinha pelas suas costas outro jogador, com Fred acompanhando Juan.

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James e Cuadrado, com o sistema defensivo forte, jogou em cima do Elias e Fernandinho. Com isso a bola não saía com qualidade e os volantes se apresentando como opção de ataque. Essa liberdade de ataque aos dois colombianos também cresceu ainda mais com apoio do lateral esquerdo Armero, que sempre teve vocação ofensiva.  O resultado foi um time "mordendo" bastante na marcação e muita gente na frente.


Com a recomposição mais lenta, mesmo com Fred ajudando os dois volantes, o sistema defensivo não conseguiu acompanhar o ritmo colombiano e por diversas vezes ficava em número igual de jogadores. Por pelo menos três vezes no primeiro tempo, a Colômbia usou dessa saída rápida para pegar o Brasil de surpresa e encaixar seu ataque na defesa desarrumada da Seleção do Dunga.


Se aproveitando desse ímpeto que os colombianos estavam por jogar novamente contra o Brasil, os jogadores acabaram por fazer marcação tão forte no meio campo que matavam a criação de jogadas brasileiras. Impedindo que a bola chegasse à frente e os volantes Elias e Fernandinho com James e Cuadrado, respectivamente, as opções eram sempre laterais ou isolamento. E sempre em superioridade numérica, a máxima do futebol moderno de hoje em dia.

Foi essa marcação forte, por vezes bruta, que irritou Neymar e causou sua expulsão. O jogador, que tem problemas pessoais por causa da sua transferência para o Barcelona que acumulou ainda mais nervosismo, não conseguiu partir pra cima da defesa, receber os passes ou criar jogadas. Sem um jogador específico de criação, o Brasil acabou sendo presa fácil para esse tipo de jogo colombiano.


No segundo tempo, a Colômbia já em vantagem no placar, apenas deixou o Brasil com a bola e aplicou todas esses movimentos táticos. Com uma pitada de revanche e correndo "dobrado", como Pékerman descreveu o seu time naquela noite, os colombianos acabaram ganhando dos brasileiros na tática, na técnica e na raça.

20.6.15

Sem dúvidas que a grande sensação dessa Copa América é a Seleção do Chile treinada pelo o argentino Jorge Sampaoli. Não é uma novidade, bem verdade, já que jogou assim na Copa do Mundo, inclusive atropelando a Espanha que conhecia o estilo de jogo chileno por causa do Barcelona.

O Sampaoli apareceu de forma marcante durante a Sul Americana 2011, quando passou por cima de todos os adversários e ganhou a competição de forma invicta. Àquela altura, o conceito praticado por ele já era consagrado na Europa, no Barcelona de Guardiola. Veio ao Maracanã e enfiou 4 a 0 sobre o Flamengo do Luxemburgo e Ronaldinho, sendo três gols apenas no primeiro tempo. O time foi tão envolvente no seu conceito de jogo, que a defesa rubro-negra terminou até com jogador expulso, o volante Aírton.

O que o argentino faz é um oásis em meio a um deserto de atraso tático na América do Sul. Em se falando de Brasil, piora mais ainda. Vide o que eles fizeram com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, quase eliminando o Brasil. Jogando nas costas do Marcelo e Daniel Alves, anularam qualquer ímpeto ofensivo da equipe do Felipão.

Os times do Sampaoli praticam o futebol de inversões de esquemas táticos a todo momento, utilizando cada um dos treinados à exaustão para momentos específicos da partida. Ele é jogado com triangulações e domínio total da posse de bola, o que é fundamental para esse estilo de jogo funcionar. Em média, o Chile troca 560 passes por partida. Contra a Bolívia, na última rodada da Copa América, foram 620. Para uma ideia, o Barcelona do Guardiola trocava 720 passes em média.

Na distribuição em campo, o time joga num 4-3-3 pelos jogadores colocados em campo. Porém, quando ataca, o Chile se torna um 3-4-3, com o lateral direito Isla subindo e virando ponta (por vezes reveza com Vidal a posição, assim um deles virando meia pelo mesmo lado). Com isso, o lateral esquerdo Mena fica preso ao esquema e não sobe. O meia vira um losango, com Valdívia à frente e Díaz atrás, na proteção da zaga. Marcação em zona e com ocupação de espaço.

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Para o funcionamento desse esquema a posse da bola é o sistema nervoso de tudo, porque além de girar a bola e envolver o adversário, o Chile abre espaços pelos lados e quebra a marcação adversária com passes rápidos. A tão famosa e badalada compactação é marca desse time. Jogando numa faixa máxima de 20 metros. Veja na foto acima

A troca de passes e posições acaba confundindo o adversário e, principalmente, abrindo os espaços para chegar ao gol. Foi assim que os chilenos conseguiram fazer o segundo gol, o de empate. A defesa do México acabou ficando mano a mano com os jogadores que chegaram ao ataque, sendo que os volantes deixaram Valdívia livre no meio e as laterais abertas para a chegada do Vidal ou Isla.


Essa atitude ofensiva do Sampaoli é nítida quando o time sobe e a defesa adversária rifa a bola para a frente. A Seleção Mexicana abusou de ligações diretas nesse estilo para tentar quebrar o esquema tático chileno e surpreender a formação do Chile. Como jogava com três atacantes, o México sempre precisava da volta de um deles para a ajudar na recomposição. Por diversas vezes pegou o time sulamericano de surpresa, mas a defesa com Jara e Medel conseguia impor superioridade em número de jogadores, uma das máximas do futebol moderno.

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Na recomposição defensiva tudo isso muda. O time volta a jogar com uma linha de quatro defensores atrás, com Díaz e Aranguiz á frente da zaga, forçando Vidal e Sánchez também a voltarem. Com isso o time forma duas linhas defensivas e que marcam muito forte, sem espaços para o adversário. Valdívia fica um pouco mais avançando e esperando o contra ataque para forçar as jogadas. O único "porém" nisso tudo é a lentidão com que Vidal e Isla voltam para recompor. Foi assim que o México conseguiu fazer três gols, jogando em cima dessa deficiência.

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É lindo assistir ao Chile jogar. Moderno, diferente e com um futebol bonito, de toques rápidos! Sampaoli absorveu bem da escola que nos últimos oito anos chegou com força ao futebol, onde a ofensividade das equipes é marca de um tempo que morreu no Brasil. Como bem disse Guardiola uma vez, ao ser questionado como ele fazia o Barcelona jogar de forma tão ofensiva mas com tanta posse de bola e presente até em sua biografia:

"Faço apenas o que o meu pai sempre me contava ser o futebol brasileiro".

2.6.15

Desde que o blog voltou eu venho estudando novas colunas e as dicas que chegaram via email. A "Na Estante" já estava engatilhada e, após o escândalo da FIFA, achei que era hora de colocá-la em prática.

"Na Estante" será voltada para indicações de leituras, geralmente livros, em torno de um assunto. Obviamente, as dicas serão com base nos que li, conheço ou indicado por amigos. Por isso, nada mais apropriado do que começar pelos livros sobre futebol e seu meio. Vamos a eles:

"Guia Politicamente Incorreto do Futebol" - Jones Rossi e Leonardo Mendes Júnior


Com certeza muita gente deve conhecer a série de "Guia Politicamente Incorreto" lançada pelos autores, que foi desde a História do Brasil à História Mundial. Esse novamente desconstrói os mitos acerca do futebol. Entre eles estão a de Charlles Miller como pai do futebol, sendo na verdade o pai da "cartolagem". Ou a lenda urbana de que o Brasil teria vendido a Copa de 1998 para a França, inclusive provando porque é uma invenção.

O texto é bem didático, divertido e de leitura fácil. Entre a bibliografia de pesquisa estão livros bases da literatura esportiva brasileira, como "O Negro no Futebol Brasileiro", de Mário Filho, e um ícone do século XX, "A Revolução dos Bichos", de  George Orwell.

 "Bola Fora" - Paulo Vinicius Coelho


Paulo Vinícius Coelho, ou simplesmente e popularmente conhecido PVC, é um dos grandes jornalistas esportivos que o Brasil já teve. Particularmente, sou fã da sua habilidade de comentarista e do seu texto refinado e didático.

"Bola Fora" é mais uma síntese disso tudo. Com uma pesquisa muito boa e explicações diretas, PVC conta a História dos jogadores que foram tentar a sorte fora do Brasil. O jornalista mostra os primeiros a saírem do Brasil em busca de profissionalização, como os irmãos/primos mineiros que foram pra Lazio, na década de 30, dando início à exportação dos jogadores nacionais.

Também são lembradas as fases em que o Brasil, como agora, ficou para trás na reformulação do seu futebol. O exemplo é o mitológico zagueiro Domingos da Guia, que por causa do amadorismo brasileiros, foi tentar a sorte no Uruguai e Argentina, onde se tornou uma lenda contada até hoje.

Já nos dias mais recentes, PVC detalha a venda de jogadores importantes, como Falcão e Zico. Não só em cifras, mas também como e porque foram respectivamente para a Roma e Udinese, deixando de lado outros clubes até maiores.

Uma leitura imperdível aos amantes do futebol.

"Jogo Sujo - o Mundo Secreto da Fifa" - Andrew Jennings


Andrew é considerado o inimigo número 1 da FIFA. O escocês revelou ao mundo a polêmica intenção corrupta da entidade em administrar o futebol com parcerias repletas de dólares sujos. A leitura é um grande dossiê contra não só aos gestores do futebol com sede na Suíça, como aos dirigentes que fazem parcerias controversas.

Se tornando uma grande Caixa Preta da corrupção, o livro apresenta com documentos e detalhes, transações e propinas em troca de favorecimentos políticos, econômicos e, principalmente, esportivo. Os textos mostram desde a falida ISL financiando dirigentes, até a trocas de favores em federações pelo mundo, principalmente África, Ásia e Europa.

Também são mostradas as vantagens que os patrocinadores tiveram durante tanto tempo com a FIFA, principalmente Adidas, relacionando tudo isso a sua ascensão como fornecedora mais poderosa do mundo. Não escapam nem os anunciantes e parceiros de Copa do Mundo, como a Visa e afins, que mesmo pagando menos, conseguiram lucrativa visibilidade mundial.

O livro é simplesmente de imprescindível leitura aos jornalistas da área esportiva e quem assiste o futebol achando que tudo é decidido dentro das quatro linhas.

5.5.15



Hoje li de um flamenguista "parte da torcida não quer colaborar com o clube e 'dar' R$ 40 para o sócio torcedor". O mesmo que foi copiado do Benfica e é ridiculamente desenvolvido há dois anos. Brasileiro adora babar ovo de europeu, mas os grandes gênios do marketing e arte de fazer dinheiro são os americanos. Copiem ELES!

Não é sócio torcedor que vai sustentar clube algum. Quem sustenta é a relação que você cria com sua torcida ou admiradores, independente de se filiar com um plano que "dê descontos em ingressos de R$ 100" e mais nenhuma vantagem.

Acho Sócio Torcedor uma das mais importantes atitudes pro futebol, mas ela não pode ser a muleta exclusiva pra o clube se reerguer financeiramente! Muito menos torcedor virar escravo disso!

Agora vejam o que fazem os americanos em seus esportes, sempre lotados, jogos praticamente diariamente (no caso do beisebol sim, diariamente durante sete meses). Não chantageiam seus torcedores com "seja sócio ou então não irá ao estádio". Ele faz o inverso. Incentiva que você vá ao estádio a preços atraentes e GASTE A DIFERENÇA LÁ! E esses retorno é até maior.

Um exemplo está acontecendo agora, quando o San Francisco Giants​, no dia Cinco de Maio, data equivalente à independência do México, a franquia colocou a equipe toda com nomes em espanhol, até mesmo nos uniformes. Os torcedores com nomes de origem latina, tinham desconto nos ingressos e lojas do estádio. Lembrando que a Califórnia já foi um estado mexicano e tem a população na maioria com ascendência de lá. Obviamente, está lotado.

Outra prática é a de vender utensílios usados nas partidas, um evento em especial ou de jogadores. Só com essa modalidade, franquias conseguem pagar um mês inteiro de salários, ampliam a visibilidade da sua marca, nome e até mesmo renegociar valores na renovações de cotas de patrocínio, já que se valoriza! Quantos brasileiros vocês já viram na rua usando bonés de times da MLB, camisas da NBA e NFL, mas eles NEM FAZEM IDEIA DO QUE SEJAM? Pois é... E culpar exclusivamente a "colonização americana" não cabe nesse caso, porque a camisa da Seleção Brasileira, durante a década de 90, foi o produto esportivo mais vendido do mundo ao lado da camisa do Chicago Bulls! Por que? MARKETING!

Mas aqui, é chantagem e cópia pífia de um modelo europeu. Nenhum retorno! Pratiquemos durante um tempo esse modelo e vejamos o quanto daria ou não resultado. Incentive ir ao estádio sem chantagem, disponibilize stands de forme que gastem em favor do clube, vendendo o evento e ampliando a visibilidade da marca, não de apenas 90 minutos ou a mensalidade do Sócio Torcedor.

3.5.15

Semana passada recebi um email de um leitor do blog perguntando se eu conhecia a lista dos discos mais vendidos do mundo. Sim, conhecia. Porém, há muitas divergências sobre o número exato de vendas, porque isso passa por anos no mercado e até dados locais. Atualmente, há uma lista mais aceita pela maioria dos veículos, já com informações e números de diversos canais de coleta desses valores.

PS: Vale lembrar que esses números variam conforme atualização de vendagem e também de outros que podem não ser contabilizados.

Vamos a eles? Eis os 10 primeiros:

10ª: Rumours (1977) - Fleetwood Mac (40 milhões de cópias)



 

9ª: The Immaculate Collection (1990) - Madonna (41 milhões de cópias)
 


8ª: Dirty Dancing (1987) - Trilha Sonora (42 milhões de cópias)

 
7ª: Their Greatest Hits (1976) - Eagles (42 milhões de cópias)

 

6ª: Bat Out of Hell (1977) -
Meat Loaf (43 milhões de cópias)




5ª: The Bodyguard (1992) - Trilha Sonora (44 milhões de cópias)




4ª: Bad (1987) - Michael Jackson (45 milhões de cópias)



3ª: Back in Black (1980) - AC/DC (49 milhões de cópias)



2ª: The Dark Side of the Moon (1973) - Pink Floyd (50 milhões de cópias)



1ª: Thriller (1992) - Michael Jackson (110 milhões de cópias)


24.7.12

'


Quando os Beatles desembarcaram nos EUA em fevereiro de 1964 deram início a chamada "Invasão Britânica", onde as músicas e músicos do Reino Unido dominaram o cenário musical dos ex-colonizados. De lá para cá, os americanos (e consequentemente o mundo) viram Beatles, Rolling Stones, Queen, The Clash, Sex Pistols, The Police, Led Zeppelin, The Who, Iron Maiden, Motorhead, Tears for Fears, Def Leppard, U2, Duran Duran, Judas Priest e muitas outras bandas.

Exatamente 38 anos depois o fluxo se inverte e grande parte dos países do mundo inteiro "invadem" o Reino Unido. Suas culturas, bandeiras e hinos serão entoados durante duas semanas. E ao contrário de guitarras e baterias, atletas com suor e esperança: São os Jogos Olímpicos.

Nos preparativos para as Olimpíadas, 100% dos canais de comunicação ao citarem Londres como sede do evento esportivo, lembraram também das diversas músicas que influenciaram o mundo ou marcaram história. Por esse motivo, o Bacharel Carioca resolveu atravessar o oceano e também entrar no espírito olímpico!

Sem tocha na mão, mas com vários campeões e muitas medalhas de honra, resolvemos fazer uma lista com as 12 músicas (em homenagem a 2012) que você deve ouvir durante as Olimpíadas 2012. Vamos a elas?


12ª - Breaking the Law - Judas Priest



11ª - Don't Stop Me Now - Queen


10ª - Every Breath you Take - The Police



9ª - The Trooper - Iron Maiden



8ª - Ace of Spades - Motorhead



7ª - Baba O'riley - The Who



6ª - God Save The Queen - Sex Pistols



5ª - London Calling - The Clash




4ª - Stairway to Heaven - Led Zeppelin



3ª - Another Brick In The Wall - Pink Floyd



2ª - Start Me Up - Rolling Stone




1ª - Lei It Be - Beatles

25.6.12

"Quando penso em você, fecho os olhos de saudade..."

Se você tem mais de 25 anos, com certeza ouviu muitas vezes essa canção de Raimundo Fágner. A famosa "Canteiros" foi uma das músicas mais executadas e conhecidas na década de 80, após um novo sucesso do cantor. Cearense de Orós, Fágner se destacou na Música Popular Brasileira por sua musicalidade romântica, mas muito original. Um dos mais famosos representantes da cultura musical nordestina, começou a carreira com forte apelo da região, porém a sua obra mais conhecida veio de uma inspiração que demonstra toda a qualidade do cantor.

Lançada no disco "Manera, fru fru, Manera", de 1973, a música "Canteiros" teve inspiração num dos poemas mais famosos da poetisa Cecília Meireles, o "Marcha". Com influência de vários estilos, como Bossa-Nova e Tropicália, a canção hoje em dia é tratada como um clássico, mas passou por maus momentos fora das rádios. Isso porque, o início da canção é praticamente toda a quinta e sexta estrofe do poema supraticado, com pequenas alterações:

Canteiros - Fágner (e Cecília Meireles)

"Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Sendo claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria"

A Marcha - Cecília Meireles
"(...)
Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudade;
tenho visto muita coisa,
menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos ristes,
dos sonhos claros que invento.
Nem aquilo que imagino
já me dá contentameno.

Como tudo sempre acaba,
oxalá seja bem cedo!
A esperança que falava
tem lábios brancos de medo.
O horizonte corta a vida
isento de tudo, isento...
Não há lágrima nem grito:
apenas consentimento."

À época, o então iniciante e desconhecido Fágner conseguiu baixa vendagem dos seus LP's e os mesmos foram retirados das lojas. Graças a um crescente sucesso de outra obra sua, a "Revelação", muitos descobriram "Canteiros" após vasculharem toda a obra musical do cearense. Já nos seus shows da década de 70, o cantor incluia Cecília Meireles como co-autora da música. Porém, mesmo com a inspiração e não total cópia dos versos da escritora, quando tomaram conhecimento da música, a família da Cecília Meireles buscou na Justiça uma solução para a gravação não autorizada dos versos.

Em depoimento judicial no ano de 1979, Raimundo Fagner admitiu, ao ser interrogado no dia pelo Juiz Jaime Boente, na 16ª Vara Criminal, que ''sem tirar a beleza dos versos, procurou fazer uma adaptação à música'', reconhecendo o uso indevido do poema. Para o bacharel, o cantor tinha violado a lei de número 5.988/73 que regula os direitos autorais e com a agravante de plágio, nos artigos 184 e 185 do Código Penal à época.

No ano de 1981 as herdeiras de Cecília conseguiram a condenação judicial das gravadoras Polygram, Polystar, Polifar, as Edições Saturno e do cantor Fágner. A multa de Cr$ 101 mil cruzeiros por violação de direitos autorais foi o valor estipulado pelo juiz. Mas somente em 1999 a novela da briga na Justiça terminou por completo, quando a gravadora Sony Music entrou em acordo com as filhas herdeiras da poetisa para a regravação da música, que ocorreu em janeiro de 2000, na cidade de Fortaleza.

Uma curiosidade ainda sobre a canção: Além do poema da Ceília Meireles, há versos de "Águas de Março", de autoria do maestro Tom Jobim ao final da "Canteiros". Porém, não houve qualquer problema quanto a essa interferência poética na música.


30.5.12


Muita gente que justifica a internet como perigo para a saúde social do mundo lembra e cita as redes sociais. Algumas delas como Facebook, Orkut (quando ainda era usado), MySpace e afins. Pois nossa homenageada de hoje veio justamente delas e virou fenômeno no mundo: Lilly Allen. A jovem cantora de 27 anos nascida na Inglaterra é um dos maiores exemplos de que o mundo atual gira em torno, entre outros meios, da grande rede mundial de computadores.


Página da Lily Allen no MySpace

Essa londrina com jeito de menina ganhou fama após clipes e músicas postadas em seu perfil no MySpace, no ano de 2005. Foram dezenas de vídeos com canções autorais e covers. Apesar de não tocar nenhum instrumento, Lily Allen sabe ler música e garante que toda a inspiração e musicalidade a ajuda na hora de construir a melodia.

Com milhares de visualizações em pouco tempo, chamou a atenção da gravadora EMI Music, que através do selo Capitol Records lançou o primeiro disco da cantora, o Alright Still. O sucesso foi imediato, com mais de cinco milhões de cópias vendidas pelo mundo, graças ao single "Smile". A própria mídia especializada em música se mostrou surpresa com tamanha vendagem, haja vista que Allen surgira num espaço de fácil pirataria, a internet. E foi justamente focada no combate a ela que a jovem lançou seus discursos pós-My Space. Lily sempre foi contra o uso da grande rede para troca de músicas.

Capa do primeiro CD: "Alright Still"

As músicas "Smile" e "LDN" atingiram os topos das paradas na Europa e EUA, lançando para o cenário internacional a jovem cantora de então 21 anos. Com um som que mistura Pop, Jazz e um pouco de Ska, o invador estilo eclético lançou sobre o mercado fonográfico não só uma nova tendência em busca de talentos, mas também "oxigênio" para velhos modelos. Sucesso entre os jovens, adolescentes e até crianças, Lily Allen ditou o ritmo musical novamente oriundo de terras inglesas. Com diversos artistas em destaque, como Radiohead, Amy Winehouse, Joss Stone e Coldplay, especialistas diziam ser "uma nova onda britânica invadindo a música do mundo".

De personalidade forte e muito autêntica, Lily Allen sempre ganhou o público por suas declarações que não "faziam média" e bastante inspiração musical. Entre seus amigos pessoais estão Elton John, que ganhou até música da cantora. O mesmo jeito fora dos holofotes é em cima do palco, com discursos de protesto e até declarações de levar a platéia ao delírio. Uma delas foi em 2009, na Austrália, quando brincou com os marmanjos dizendo que "as mulheres eram as dominantes no mundo e eles deveriam lidar com isso daqui para frente". Euforia geral e muitas risadas.
Em 2007 Lily Allen fez seu primeiro show no Brasil em turnê cercado por polêmica e repercussão. A principal razão foi por ter cantado embriagada. Allen sempre foi criticada pelos excessos e mais uma vez estava dando razão aos críticos. Ainda por aqui, ela declarou ser apaixonada pelo país e que era um dos locais preferidos para passar férias. A essa altura do sucesso, alguns colocavam a cantora junto de Amy Winehouse no hall das novas vozes da Inglaterra. No mesmo ano foi convidada para cantar no concerto em Tributo a Princesa Diana, em Wembley. Na ocasião, sua perfomance foi elogiadíssima pela crítica. No ano seguinte é indicada ao Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa.
Com a fama veio também os primeiros problemas. A então também recém-famosa Katy Perry fez declarações que deixaram a mídia sensacionalista feliz da vida. Perguntada sobre seu sucesso, a californiana descreveu seu estilo como sendo "uma versão mais magra de Lily Allen e um pouco mais gorda que Amy Winehouse". A afirmação gerou grande mau estar entre ambas e a nossa homenageada da coluna não gostou nada.

Em seu Twitter oficial, Lily disse ter o telefone de Perry e ainda a ameaçou, numa entrevista ao tablóide "The Sun": "Tenho o número da Katy Perry, alguém me fez um favor! Estou só à espera que ela abra a boca novamente e coloco o número dela no Facebook". Estava declarada a guerra. A vingança viria em outra entrevista, desta vez para uma rádio da Inglaterra. Perguntada sobre a briga entre as duas musas, a britânica não deixou por menos: "Minha gravadora queria alguém de personalidade como a minha na América. E aí encontraram a Katy. Só que, ao contrário de nós duas, você não escreve suas músicas. Então cale-se!". Desde o "duelo", Katy mudou o estilo vocal, de se vestir e principalmente de se relacionar com seu público. Agora, figurante do chamado estilo "Slut Singer" (junto de outras cantoras pop como Lady Gaga e cia) , Perry parece ter deixado em paz sua rival.
Lily Allen x Katy Perry: As musas que disputavam corações e mídia
E não foi o único problema pessoal que Lily teve que enfrentar. Por duas vezes sofreu um aborto espontâneo, o que a levou a cada vez mais a beber e fumar. O primeiro foi em janeiro de 2008, quando estava com quatro meses de gravidez. O segundo em 2010, aos seis meses. Nesse intervalo de tempo, seu sucesso aumentou ainda mais, chegando a ganhar um programa de TV chamado "Lily Allen and Friends".

Não esquecendo as origens cibernética, em 2009 lança seu segundo CD, o "It's not me, It's you", que vendeu quatro milhões de cópias e teve primeira divulgação pela internet., no mesmo MySpace onde tudo começou. Conseguiu dois singles nas paradas, "Fuck You" e "The Fear". Aclamado, o trabalho é amplamento divulgado e Lily Allen ganha em 2010 o Brit Award de Melhor Artista Britânica Solo.

Capa do segundo CD: "It's not me, It's you"
De volta ao Brasil para mais dois shows, em São Paulo e Rio de Janeiro, Lily encontra um público ainda maior e mais visibilidade local. Desta vez com boa desenvoltura, a crítica destacava seu amadurecimento, mas também reclamava do pouco tempo de duração do espetáculo (pouco mais de uma hora). Com visual diferente do "estilo namoradinha" que a consagrou, Allen mostrou ousadia e novas faces. Carismática como sempre, seus fãs poucos ligaram para tudo isso.

Em 2011 realiza o sonho de ser mãe, com o nascimento da pequena Ethel Mary. Mas com o bebê vem uma notícia ruim para os fãs: temporariamente Lily Allen estaria afastada dos palcos, por vontade própria para dedicação à família. Segundo informações da imprensa inglesa, a chegada de sua filha fez com que a cantora mudasse seus hábitos radicalmente, como parado de beber e até com vida reclusa, menos polêmica.

Os anos de 2012 e 2013 são aguardados com muitas expectativas, pois Lily pode divulgar que voltará a cantar em breve e um novo CD/turnê também. É aguardar que o talento de uma voz doce e que arrancou suspiros em meio mundo volte aos ouvidos dos fãs...


22.5.12


Foram divulgadas algumas estatísticas sobre o Twitter no ano de 2012, durante o #Twitter4Brands. O encontro ocorreu durante a Internet Week de Nova York, realizada entre 14 e 21 de maio.

- Twitter tem mais de 140 milhões de usuários ativos

- 55% dos usuários acessam o Twitter em dispositivos móveis, com crescimento de 40% a cada trimestre

- O número de tweets a cada três dias chega a 1 bilhão

- 60% dos usuários tuítam algo; 100% leem as publicações dos outros

- 79% das pessoas seguem marcas para ter acesso a conteúdo exclusivo, como promoções, por exemplo

- Durante o Super Bowl (final do principal campeonato de Futebol Americano), um a cada cinco anúncios continham uma #hashtag

- O percentual de engajamento dos tweets patrocinados varia entre 1% e 3%

Essas estatísticas do Twitter são bem atualizadas, uma vez que a divulgação aconteceu no dia 21 de maio de 2012 num evento promovido pela própria empresa.

Os números comprovam a teoria dos estudiosos de redes sociais, de que o Twitter atualmente é a mais ativa rede de informações e com maior influência sobre discussões pela internet. Vale lembrar que o Twitter, mesmo sendo bloqueado parcialmente ou por completo em alguns países, é a voz ativa/participação de muitos no movimento mundial.

16.5.12


Hoje pela manhã me surpreendi ao ouvir um amigo dizer que desconhecia um dos mais originais, talentosos, criativos e inspirados movimentos da música brasileira: Manguebeat.

Há correntes que afirmam que o Manguebeat teve início na década de 70, com o Robertinho do Recife, primeiro músico a mesclar ritmos e gerar um novo a partir deles. Porém, o Manguebeat teve impacto em Recife, no início da década de 90, com misturas de sons que formavam uma simbiose entre Rock, Hip-Hop, Maracatu e Lounge e Batidas Eletrônicas. O nome do movimento já é um cartão de visitas da criatividade dos músicos, que faz referência ao mangue, segundo os ambientalistas, o ecossistema mais rico do planeta. Com essa analogia, os pioneiros queriam que o manguebeat formasse o "ecossistema musical mais rico do planeta".

Isso aconteceu após o manifesto do movimento Manguebeat, o Manifesto dos Caranguejos com cérebro. Chico Sciente e Fred Zero Quatro cobravam nele melhorias sociais na vida da população e todo cidadão brasileiro. A presença da tecnologia é uma marca do movimento, que engajava-se para a melhor exploração do mangue e alertando a todos que ali encontra-se os Caranguejos com cérebro, sempre antenados e com afirmação sobre o que acontecia no Brasil. Assim como o mangue original serve como uma "esponja", sugando tudo o que tem no mar e floresta, transformando em vida, o som criado pelos artistas era um reflexo de tudo pré-existente em volta. (Bem como o espírito da Antropofagia na Semana de Arte Moderna de 1922). Por esse motivo, o símbolo do Manguebeat é um carangueijo, habitante do mangue.

Essa ideologia contra-cultural, quase um protesto para o esquecido Nordeste do Brasil, agitou de forma pesada o cenário das artes, cinema, moda, social e até político de Pernambuco, novamente o colocando no cenário da cultura do país. Para situarmos o poderio cultural do movimento, a primeira transmissão de web rádio, mesmo que embrionária, foi no Manguebeat. A Manguetronic, que em abril de 1996 veiculava pela primeira vez um programa exclusivamente pela web, jogou na grande rede a nossa música.

Desse furacão cultural, o maior nome da massa que se formou foi o do Chico Science e a Nação Zumbi. São pedras fundamentais de cultura e muita influência ainda hoje na musicalidade nordestina/brasileira. Junto do Raimundos e Planet Hemp, Chico e a Nação Zumbi era o que tinhamos de mais criativo e vivo na música do Brasil durante a década de 90. Bem como o Tropicalismo, Bossa-Nova e outros ritmos que são genuinamente tupiniquim, a expressão popular foi marca e o colocava em um patamar superior quanto a música nacional.

Chico nos deixou prematuramente em 1997, num acidente de carro, mas a Nação Zumbi continuou, bem como o Manguebeat. A base cultural e a prova de que podemos sim reinventar o nosso som e, principalmente nossa cultura, ficaram para sempre. Injustamente, o movimento perdeu força por conta da discriminação que sofre o Nordeste e a necessidade comercial das gravadoras. Mas como tudo se reinventa, com a chegada da internet, aquela mesmo que foi aliada há 16 anos do Mangue, volta a ter importância e divulgar novos músicos.

A música "Maracatu Atômico" é até hoje a música símbolo do Manguebeat, ganhando importância mundial ao ser o tema de encerramento do filme "Senna", sobre o ex-piloto de Fórmula 1.



Show completo do Chico Science e Nação Zumbi, no Hollywood Rock in Concert, em 1996

8.5.12

Mais ou menos, apenas para uma apresentação com Lemmy, Slash e Dave Grohl:

1.5.12


Nessa mesma data, há exatos 18 anos, mas precisamente pela manhã, o Brasil perdia um dos grandes heróis modernos: Ayrton Senna da Silva.

Um legítimo representante brasileiro, tanto na personalidade forte, quanto na vontade de nunca desistir, só poderia se chamar Silva. Um Silva como eu. Um Silva como muitos que vão ler esse post e milhões de outros que não vão. Mas todos nós temos em comum o nome, a esperança e o sonho de ser o melhor... Sempre. Nessa última frase consegui resumir o que foi um piloto que saiu das listas e estatísticas, após uma forte batida na maldita curva Tamburello, e entrou para a história. Morreu o homem, nasceu o mito.

Quem viu o homem, com certeza chorou sua morte. Quem só viu o mito, pode ter certeza, ele realmente foi tudo isso que falam dele.

A cada domingo dos sofridos e tristes anos finais da década de 80 e início da de 90, a única alegria de um povo era ver a bandeira do Brasil sendo carregada por um piloto por todos os autódromos do mundo. Carregado mesmo, literalmente. A cada vitória, lá estava ela. Foi a válvula de escape de uma população abandonada, traída e sacaneada pelos seus governantes, mas que se apegou a um ídolo que, em meio às vergonhas que tinhamos aqui, nos colocava em um patamar que poucos conseguiram: de orgulho mundial.

Reverenciado por todos, até inimigos e rivais, como Alain Prost, maior adversário e uma das maiores disputas da história do esporte. Diria um dia o francês: "Qualquer adjetivo para descrevê-lo é insuficiente, ele foi maior que qualquer um."

Mesmo Mansell, o Leão, apelido em referência a sua bravura nas pistas, não foi capaz de pará-lo. E ainda Piquet, com quem foi protagonista ao lado de Senna da mais espetacular ultrapassagem da história da Fórmula 1. Um quarteto soberano, mas só mesmo um herói nacional se destacaria em meio aos maiores de todos os tempos...

Senna, Prost, Mansell e Nelson Piquet (da direita para a esquerda)

Hoje, 18 anos após sua morte, a saudade a cada domingo parece aumentar. Ligar a televisão e não ver seu capacete verde e amarelo (nas cores do Brasil) faz a lembrança viajar por momentos inesquecíveis, como no momento em que sentimento e sentimentalista se uniram: Torcedores invadem a pista e comemoram junto com Ayrton a sua última vitória em Interlagos, no Brasil, em 1993. Era uma despedida... Ele jamais correria novamente junto do povo que tinha orgulho em dizer: Ayrton Senna do Brasil.


Após sua morte, o nascimento do mito surgiu com força após a descoberta de quem, em segredo, mantinha uma Instituição que leva até hoje seu nome. Para a mesma, Senna doou mais de 400 milhões de dólares, parte de sua fortuna, como deixara em testamento. Milhares de crianças até hoje são "filhos" do projeto, todas no anonimato, como sempre carregou o trabalho que fazia com elas...

Herói feito. Não inventado.

PS: Nessa corrida, faltando poucas voltas para o final, Ayrton Senna teve sério problema no câmbio, restando-lhe apenas a sexta marcha. Carregou, literalmente, o carro até o final com ela e venceu a mais espetacular das corridas que fez.



Obrigado, Ayrton Senna. Obrigado, Herói de Um Povo Sofrido.


14.4.12

Hoje à noite, em Cleveland, vai acontecer a cerimônia que vai oficializar o que já é, de fato, para muitos fãs: A inclusão dos Guns N' Roses e dos Red Hot Chilli Peppers no Hall da Fama do Rock and Roll. O evento terá homenagens também aos membros das bandas Beastie Boys, o cantor e compositor Donovan e todo o grupo artística do Rod Stewart.

Para ser incluída nesse Hall, a banda deve ter mais de 25 anos do seu primeiro trabalho lançado e o voto do público para a inclusão. Isso foi feito no site, com os Guns N' Roses vencendo com expressiva votação.

Ambas são as bandas internacionais favoritas deste que escreve. Contemporâneas, as duas bandas mudaram os rumos do rock, influenciaram gerações inteiras de outros grupos e arrastaram milhões de fãs pelo mundo. Porém, a trajetória de cada uma foi totalmente diferente, bem o estilo e rumo que tomaram.

Como comparações são inevitáveis, vamos a elas! Guns e Red Hot tem em particular a força de arrastar multidões em seus shows e o poder que exercem sobre seus fãs. Aliás, os fãs dos Guns N' Roses talvez sejam os mais fiéis atualmente, pois mesmo com a banda passando por um momento complicado em termo de identidade, permancem junto a ela!!! Já de diferente, é o momento atual, onde vemos os Peppers cada vez mais fortes e conhecidos, com os Roses cada vez mais vivendo apenas do passado que é de dar inveja a muita banda consagrada.

No fiel da balança, os Guns N' Roses conseguiram mais hits e mais vendagem (diria até que mais fama) ao longo desses quase 30 anos, mas os Red Hot Chilli Peppers conseguem manter uma linha reta do trabalho que a turma do Axl não conseguiu.

Os Guns N' Roses começaram a tocar juntos após a fusão de duas outras bandas, uma liderada pelo Axl Rose e outra com formação que viria a ser a primeira do grupo. Passaram anos tocando em locais undergrounds de Los Angeles e gastando o pouco dinheiro que tinham com strippers e drogas. O sucesso veio com o disco "Appetite for Destruction", em 1987, que vendeu mais de 20 milhões de cópias. Junto dele, vieram as famas de bad boys e encrenqueiros.

Axl Rose, publicamente através de uma carta, desdenhou da homenagem e confirmou os rumores de que não iria ao Hall da Fama, frustrando todos os fãs que desejavam ver novamente toda a formação original dos Guns N' Roses junta. Isso ocorreu devido aos boatos de que, pela primeira vez em 19 anos, todos estariam juntos e poderiam fazer um grande show.

A briga toda começou em 1993, durante a turnê que se encerrou exatamente no estádio do River Plate, na Argentina. Foi o último show com Slash, McKagan, Matt e Gilby na banda. Há muitas teorias sobre elas, mas as principais são duas e o pivô delas todas apenas dois membros: Axl e Slash. As mais aceitáveis são: A primeira é de que Slash teria pedido ao Axl Rose que, após a turnê, se tratasse da sua dependência química e seus distúrbios bipolares. Vale lembrar que o vocalista já foi vítima de enormes escandâlos por conta disso. A outra suposta razão é de que os membros não aceitavam o rumo que Axl queria dar a banda, na sonoridade da mesma, com Slash sendo o porta-voz de todos e gerando a briga. A verdade de todas elas nunca foiam comprovadas e ambos não se falam desde então, com Rose nutrindo forte ódio pelo seu ex-guitarrista. O ex-amigo de Axl já confirmou diversas vezes que "um pedido de desculpa resolveria tudo entre eles".

Antes do sucesso, Axl Rose morou durante anos com Slash e sua família. Desde o começo eram considerados praticamente irmãos, tamanha cumplicidade, sintonia e carisma entre os mesmos.

Os Guns se notabilizaram por um som agressivo, original e de estilo tradicional do Hard Rock difundido pelo AC/DC na década anterior. Os solos incomparáveis de Slash o colocaram no patamar de um dos melhores guitarristas da história, bem como a voz de Axl Rose entre as mais conhecidas do mundo. Histórias famosíssimas renderam fama, dinheiro e mídia para o grupo, como a expulsão do ex-baterista Adler por total falta de controle no uso de heróina. O caso foi parar nos tribunais, com o músico processando todos os integrantes pelo ocorrido. Ou ainda, a mais famosa e curiosa, os sons originais de orgasmos na faixa "Rocket Queen", já contada aqui no Bacharel Carioca.

Porém, a cada novo trabalho essas características foram mudando, até terminar no Chinese Democracy, o último disco lançado pelo grupo, já com a formação nova. Longe de ser o som que consagrou a banda, mostra a total perda de identidade do que um dia foi a maior referência de rock do momento. Podemos ver isso, principalmente, nos vocais e excessivos sintetizadores ao invés de solos, marca anterior do Guns. Fidelíssimos, os fãs amaram o disco, a crítica fez boas menções, mas todos sabiam que não era mais o Guns N' Roses de 20 anos antes! Ao todo, o trabalho já vendeu mais de 8 milhões de cópias, o que para uma indústria fonográfica em crise é um número altíssimo. Por conta do nome do álbum, o grupo está banido por tempo indeterminado de tocar na China.



Já os Red Hot Chilli Peppers tomaram rumo contrário. Com amigos de escola na mesma Los Angeles, o grupo entrou para a história com um som também original, mas totalmente particular, jovial e inovador. Lançaram seu primeiro disco em 1984, que leva o próprio nome da banda. Com a mistura de rock, fuk-rock, pop e até um pouco de surf music em alguns trabalhos, venderam milhões de discos e conquistaram fãs.

Ao contrário dos Guns N' Roses, o estilo sempre foi o mesmo e com aprimorações a cada novo disco, sendo o de maior sucesso o Californication, de 1999. Quase todos os adolescentes das décadas de 80/90 e 2000 cantaram junto do grupo, graças a essa levada jovem. Se na banda anterior temos um dos maiores guitarristas da história, nos Red Hot temos um dos maiores baixistas: Flea. Podemos dizer até que ele é a alma da banda, por sua irreverência, carisma e simpatia. Como se diz no jargão: Uma figuraça. O guitarrista Frusciante também não deixa por menos e é um dos melhores dos últimos 30 anos. Porém, o mesmo está, como o próprio diz, "de férias" dos Peppers. Em seu lugar está Josh Klinghoffer, que sofre pressão por substituir uma lenda.

O último disco da banda, "I'm with you", comprova essa manutenção de um estilo que deu certo e continua atual. Semelhante a outros trabalhos, traz músicas jovens, misturando hard rock, funk, soul e até uma surf music, como na MARAVILHOSA "Did I let you know". Apesar de não ser superior a trabalhos anteriores, ainda assim é muito bom e acena com a fidelidade de uma banda que tem nos fãs e estilo, o segredo do sucesso.

Todos os integrantes garantiram presença no evento, inclusive Frusciante. Pois é, mesmo estando no mesmo tempo e espaço de história, Axl Rose ainda tem muito o que aprender com Anthony e seus colegas.

Hoje a noite é especial. Junto dos integrantes no palco estarão passagens nostálgicas da minha vida, bem como a música de cada uma das bandas como trilha sonora de um tempo mágico. Com os olhos marejados, finalizo um post dedicado aos ídolos que, mesmo não conhecendo cada fã pessoalmente, com o talento e canções que falam ao coração, faz a vida ser mais agradável a cada novo acorde.

Obrigado, Guns N' Roses e Red Hot Chilli Peppers!

12.4.12


Antes de tudo, se você acha que eu vou fazer um texto para falar mal do Ronaldinho, por favor, feche a janela do navegador, porque não farei isso. A culpa não é dele. Não para começo de conversa franca sobre o Flamengo. Assim como em 2008, com o mesmo treinador, o Flamengo é eliminado da Taça Libertadores das Américas pelo mesmo motivo: erros próprios. E vou explicar aonde quero chegar.

Após o apito final do jogo de hoje a torcida aplaudiu, parcialmente, enquanto o resultado de Assunção ainda não finalizava. Vibrou com o empate do Olimpia e chorou com a vitória do Emelec. Por final aplaudiu o time, que ainda estava ao centro do gramado, como se fosse um prêmio de consolação. Aos muitos que estavam lá como eu, o sentimento de impotência era o que imperava.

E por que isso tudo aconteceu? Aconteceu porque o Flamengo se apequenou. Desde o começo da Libertadores o time vem jogando como se fosse um time qualquer, como se apenas participar já era um prêmio. Vale lembrar que o time entrou na fase de grupos graças a Pré-Libertadores. E a torcida sempre esteve com o time, ao contrário de outras equipes com "torcedores de modinha", que lotam estádios apenas em jogos importantes mas se calam com 15 minutos de jogo.

Então de quem é a culpa? De muitos lados, mas um deles é a hipotenusa. Culpam o Ronaldinho e suas noitadas. Mas eu pergunto sempre: Ele fazia isso no Barcelona, aumentou no Milan e agora faz pior no Flamengo. E se faz, é porque deixam! E QUEM DEIXA? A administração é pífia, diria vergonhosa. Não há pulso. Não há comando. Pode parecer desculpa de perdedor... mas é, na verdade, uma imensa bola de neve que não terminou de rolar.

Tudo começou com o erro de comando e a demissão do Andrade, ainda em 2010. Depois a ascenção de um treinador inexperiente ao comando de um grupo com jogadores renomados como Adriano, Vágner Love e cia. O tiro saiu pela culatra. Eliminar o Corinthians em São Paulo foi apenas um lampejo. Veio o Zico pela porta da frente. A fraca administração da mandatária e falta de autonomia para trabalhar (graças as correntes que matam o Flamengo há anos) fizeram o time quase ser rebaixado. Saiu o Zico pelos fundos, se demitindo e com mágoa dos que ficaram. E pior acusado de participação de um esquema ATÉ HOJE NÃO PROVADO PELOS QUE ACUSAM!

Chegou 2011, Ronaldinho é anunciado a peso de ouro. Flamengo é manchete no mundo todo. Time invicto até meio ano, mas continuam os desmandos tais quais "Era Adriano" e a fraqueza de uma diretoria totalmente incapaz de ter voz ativa, refém de um ídolo. Salário astronômico, como combinado com o craque. Como diz o ditado: O combinado não sai caro. E o próprio está no seu direito, pois quem paga é porque o contratou.

E tudo isso por causa de uma eleição ao final do ano seguinte. Ou seja, o Flamengo se tornou MENOS IMPORTANTE que uma eleição. Vai passando o ano, o marketing R10 vira marca negativa e os patrocínios se vão até 2012 chegar. Junto dele, Vanderlei vai embora culpando apenas a diretoria e esquecendo os diversos erros próprios. A Traffic também abandona o barco. Mas no clube, jogadores que nem deveriam vestir a camisa, permanecem. E não falo, novamente, do melhor do mundo em 2005. O navio está indo a pique, mas os desmandos continuam a todo vapor.

Do lado contrário, vem Joel Santana e seu ultrapassado estilo de jogo. E para calar a boca da torcida e tentar esconder mais uma fracassada pré-temporada, Vágner Love. A falta de pulso e a desorganização é a mesma. Para piorar, vexames graças as trapalhadas do técnico. Não sendo suficiente, diretor brinca de professor de colégio e distribui "cartilhas".

Empate em 15 minutos. Virada em 20 e eliminação da Libertadores, de novo, no final do jogo e de forma dramática.

E a torcida aplaude. NÃO DEVE, mas aplaude. Aplaude Léo Moura, Vágner Love, Felipe e outros poucos que honram a camisa que vestem. Assim como o silêncio substitui o barulho dos aplausos, também devemos aumentar o volume da INDIGNAÇÃO. A NÃO ACEITAÇÃO de mais um total despreparo de uma diretoria que provou, em três anos, ser incapaz de comandar um clube.

Hoje o sentimento do Flamenguista não é de vergonha como em 2008, não. É de revolta. Revolta por uma sequência de erros ser uma tragédia anunciada e nada ser feito. E NÃO DEVEMOS NOS CONFORMAR OU BAIXAR A VOZ, porque a bola de neve continua rolando, podendo talvez, parar em divisões inferiores, como somente outros clubes cariocas conhecem. Flamengo não. Ainda não. Mas a diretoria atual se esforça para que isso logo seja suplantado.

O próprio ídolo do time reconehce a grandeza do clube: "Flamengo é Flamengo". Mas a diretoria acha que isso é inferior a um nome, uma marca que morreu no passado.

E refaço a pergunta: A culpa disso tudo é do Ronaldinho?

10.4.12

Madrugada no Twitter, horário de todos dormirem e eu esperar minhas edições para ir domir. Eis que surge uma brincadeira nos Trending Topics: #10MelhoresBandas.

Para amantes de música é impossível não responder. Mas eis que na dificil tarefa de selecionar apenas dez bandas, vem a lembrança dos discos, CDs e afins escutados para dividí-los! Aí surge outra missão: Os melhores discos.

Por que então não fazer um seleção dos melhores discos do rock? Difícil, não?! Principalmente quando já existe uma lista renomada como a do Hall da Fama do Rock. Por isso resolvi fazer os Top 10 PARA MIM!!!!

Lembrando, essa seleção é PESSOAL, que está incluído aqui meu gosto e minha preferência de estilo. Vamos a ela?

PS: Quero a opinião dos 10 melhores discos NA OPINIÃO DE VOCÊS, nos comentários!

10 - London Calling - The Clash



Com certeza deve ser o álbum mais amado pelos que curtem punk. É nele que está a famosa canção que leva o nome do disco, "London Calling", que virou símbolo do protesto musical oriundo da Inglaterra. As faixas que mais gosto, além dessa citada, obviamente, é "Spanish Bombs", onde os The Clash mostravam ser mais talentosos que simplesmente uma banda de punk e a "koka Kola".


9 - "Ramones" - Ramones


Primeiro álbum da banda, mais uma das favoritas dos amantes de punk. O disco começa com a famosa "Blitzkrieg Bop" e ainda tem a divertidíssima "I Wanna Be Your Boyfriend". Tem um som marcado pela revolução sonora proposta pelo estilo, rápida, curta e agitada!


8 - "The Works" - Queen


Aí está um disco dificil de selecionar, porque o Queen é uma banda que com grandes hits entrou pra história e, quase todos eles, distribuídos pela discografia que vendeu mais de 300 milhões de cópias ao longo dos anos. O que me fez colocá-la aqui foi justamente a qualidade desse disco em si. É uma mistura de rock, já vivendo o pós-punk e quase pós-indie, além da minha música favorita do Queen (junto de Don't Stop me Now"), a Radio Gaga. Nele também estão clássicos como "I want to break free" e "Hammer to Fall". Clássico.

7 - "Slippery When Wet - Bon Jovi"


Sou fã declarado desse estilo hard rock, uma marca dos anos 80, com aqueles rockeiros tradicionais, cabeludos, sex, drugs and rock n' roll. Esse disco tem tudo isso e, a música de maior sucesso da banda, a "livin' on a prayer". Junto dela também a famosa "You give love a bad name". Sinto muita falta desse estilo tradicional nas bandas atuais.

6 - "Metallica" - Metallica


É considerado por muitos como o melhor disco de rock metal de todos os tempos. Confesso que é um daqueles discos que todos devem ter em casa, raridade e especial. É chamado de Black Album por causa do seu peso, importância e a força das músicas! É uma porrada mesmo, porque nele estão as algumas das músicas mais famosas da banda, como "Enter Sandman" (minha preferida deles), "Nothing Else Matters" e "The Unforgiven". Está na minha lista de discos impossíveis de achar o original, mas continuo na saga!


5 - "Californication" - Red Hot Chilli Peppers


Através desse disco conheci a banda! E com certeza grande parte dos fãs. Fez um mega sucesso no Brasil, principalmente após a passagem deles no Rock in Rio III e um show em SP, no ano seguinte. Ele já abre com a minha favorita da banda, a "Around the World". Nele estão outras preferidas minhas, como "Otherside" e a própria "Californication". Como foi dito na época, repito aqui: "È um CD feito nos anos 2000, mas com o estilo dos anos 90 e a qualidade musical dos 80". Uma obra-prima!!!

4 - "Tattoo You" - Rolling Stones


Para muito especialista é o melhor CD de todos os tempos e da banda do Jagger. Confesso que gosto muito, praticamente um disco completo. Há tudo que procuramos em uma boa banda, porque vai de músicas para cantar pulando, como a que abre o LP, "Start me up", até aquelas para relaxarmos, como a "Heaven". Há nele a minha preferida da banda, a "Hang Fire". Todas, absolutamente todas as faixas, são excelentes. É nesse lançamento também que está a famosa "Waiting on a friend", que é a mais pedida pelos fãs da banda, nos shows, graças a letra que fala de amizade e companherismo. Curiosamente, após esse disco é que começaram as brigas entre Mick Jagger e seu guitarrista Richards! Graças a Deus, a banda não acabou como cogitam desde aqueles tempos e, em 2012, completa 50 anos de carreira!!!!!


3 - "Back in Black" - AC/DC



Esse disco é um daqueles que, mesmo quem não curte rock, conhece! Um clássico, uma lenda. É o disco mais vendido da banda australiana e o segundo mais vendido da história da música!!!!!!!!!!!!!!!!!! Uma obra-prima. Há quem considere ser o maior de todos os tempos, porque nele estão a faixa que leva o nome do disco, a maravilhosa (e aguardada nos shows) "Hells Bells" e a minha predileta da banda: "You shook me All Night Long"


2 - "Ideologia" - Cazuza


Sim, o poeta do rock brasileiro aparece com o vice e a frente de muitos outros renomados artistas. Mas como falei, é gosto pessoal. As maiores músicas do Cazuza estão nesse disco, como a que dá nome a ele, a famosíssima "Brasil", "Um Trem para as Estrelas", a sensacional "Blues da Piedade" e a antológica "Faz Parte do Meu Show". Preciso dizer mais? Pra mim, o disco mais importante do rock brasileiro, pelo seu conteúdo crítico, qualidade extrema de composição e música, além de ser o auge da maturidade musical do Cazuza!!


1 - "Appetite for Destruction" - Guns N' Roses


Quem acompanha meu blog tinha certeza que seria esse álbum o campeão. É minha banda favorita e cada faixa desse disco é uma antologia. Cada música tem uma história, como "Rocket Queen" com áudio originais de sexo explícito e obras primas como "Welcome to the jungle", "Paradise City" e a música que carrega um dos solos mais famosos da história, a "Sweet Child o' Mine". Sem falar de outras pérolas como "It's so easy", "Nightrain" e "My Michelle", composta para uma amiga do Axl Rose. Um CD perfeito, assim classifico esse disco que poderia ter dado absolutamente tudo errado nele, já que foi gravado com limitadíssimo orçamento e produção, mas com um talento absurdo. E detalhe: Ainda teve sua capa original banida por causa da violência que existia na mesma!!!! É tão importante para a música que ganhou um livro em 2011, sobre sua história, bastidores e curiosidades!