
Como sambista, não poderia me furtar de fazer comentários sobre os sambas de enredo 2012 das escolas de samba do Grupo Especial. Agora, já com o CD à venda nas lojas, ficará melhor para ouvir e comentar.
PS: Veja as letras dos sambas clicando sobre o nome da escola de samba, que vai redirecionar ao excelente site Sambario, que tem todas as informações do carnaval brasileiro.
CD - Novamente a fórmula de gravação ao vivo foi acertada e perfeita. Dá uma dimensão maior dos sambas "de avenida", mas tem a essência de um estúdio, bem gravado e mixado. Os corais ajudam na empolgação das obras. O único problema continua sendo o ritmo acelerado das baterias. Uma coisa é ritmo de gravação, outro é o ritmo de avenida. E aí os produtores, acho eu, deveriam pedir aos mestres (ou na mixagem mexeriam isso) colocasse um andamento mais devagar. Sobre a safra em si, é uma das melhores dos últimos 10 anos, com apenas dois sambas que destoam dos demais e, mesmo assim, ainda não inferior ao apresentado nos últimos anos pelas as agremiações. NOTA: 9,5
Beija-Flor - Novamente a escola apostou na fusão de dois sambas, numa mais uma vez acertada decisão do gênio Laíla, criando um sambaço pra 2012. Lembra muito os sambas do começo da década 2000, quando a escola apostava em obras com letras mais extensas e com dois refrões menores e fortes. Belíssima letra e uma melodia com seus costumes. Mais do mesmo, mas nesse caso, não de forma pejorativa, mas positiva. NOTA: 9,4
Unidos da Tijuca - Belíssima obra da escola. Ao meu ver, o melhor samba da Tijuca desde 2005. Tem duas melodias fortíssimas nas duas estrofes, com um refrão do meio que "gruda" no ouvido. Acho que o refrão final é que destoa, não parece acompanhar a força melódica e poética do restante. O trecho "Simbora que a noite já vem, “saudades do meu São João” /“Respeita Véio Januário, seus oito baixo tinhoso que só” é o grande momento do samba. Somando enredo, carnavalesco e obra, a escola do Borel acertou em todos os quesitos "pré-carnaval", por enquanto. NOTA: 9,5
Mangueira - Essa gravação conseguiu ser unanimidade: Todos odiaram. Eu, pelo contrário, adorei. A primeira passada do samba é toda feito por artistas oriundos do Cacique de Ramos, enredo da escola verde e rosa para 2012. Assim como o homenageado, foi feita em ritmo de pagode, tentando "transportar" o clima das rodas de samba que acontece de baixo da Tamarineira. Sem falar nisso, são artistas renomados, que além de uma grande ação de marketing para execucação nas rádios, dão "peso" na escolha das mesmas. Sobre o samba em si, não precisa de muitos adjetivos quando falamos de Lequinho e cia. Mais um grande samba com refrão "Cara de Mangueira", forte, valente, curto e que "pega" de primeira. A segunda parte do samba tem muita poesia, onde ao invés de um COPIAR/COLAR trechos de sambas do Cacique, trabalhou versos para encaixá-los na obra. Excelente obra e tem tudo para ser um grande momento na história da escola. NOTA: 9,6
Vila Isabel - O que falar de um samba assinado pelo maior campeão da Vila, André Diniz e pelo maior sambistas (em termo de composição) na atualidade, Arlindo Cruz? Uma obra-prima. O samba tem momentos que todo sambista acadêmico, aquele que gosta do tradicional, como eu, se delicia. Melodia de uma soberba positiva única e com um contra-canto na segunda parte, que bem como os sambas do passado faziam, se encaixam perfeitamente. O refrão principal é espetacular, um achado que pode render e pegar na Avenida. Já o do meio tem uma "gingado" proposital, para fazer jus ao verso sobre "Reina Ginga". É um samba de grife e com qualidade, coisa de que nem todos conseguem fazer, apenas os melhores. Mistura-se isso a excelente volta do ritmo da Vila, podemos esperar um grande momento da escola do bairro de Noel. NOTA: 10
Salgueiro - Outra escola que traz um samba muito gostoso de ouvir. Ao contrário do que a "grife Salgueiro" apresenta desde o Ita (o famoso Explode Coração, de 1993), o refrão não é o momento principal do samba, mas a segunda parte do samba. A letra é perfeita, uma das mais "encaixadas" no enredo (junto da Vila), principalmente nas expressões nordestinas. Tem algumas passagens melódicas bem tradicionais, mas sem deixar de ser em tom maior, como a identidade da escola nos últimos anos. Bom samba. NOTA: 9,4
Imperatriz - Repetindo os dois últimos anos, a escola traz de novo um samba em tom menor e com letra um pouco extensa na sua segunda parte. E novamente acerta, mas não "se encaixa" com a escola. A Imperatriz está apostando num método de samba que agrada críticos, jurados e principalmente opinião popular, mas na Avenida não funciona para a sua comunidade, acostumada com sambas de diversas linhas melódicas ao longo dele. Mas é uma letra muito interessante, apesar de alguns clichês no refrão do meio que já foram feitos até mesmo pela própria escola em 1980. A melodia, como falei, tem um tom muito baixo, mas seu refrão parece que "já ouvimos". Ao meu ver, apesar de outros compositores, semelhante aos dos outros anos citados e de mesma qualidade. Acredito que também terá notas excelentes como eles. NOTA: 9,3
Mocidade - Após dois anos com sambas totalmente "fora" da sua história de excelentes obras e momentos marcantes, a escola de Padre Miguel escolheu seu melhor samba desde 2008 (O Quinta Império do Brasil, popularmente conhecido como "Minha Mocidade Guerreira"). Melodia com passagens líricas e com versos alusivos aos quadros mais famosos, mas sem trocadilhos apelativos e com criatividade. Um grande samba NOTA: 9,5
Porto da Pedra - Na minha opinião, é o samba que destoa da safra do Grupo Especial. E não podemos culpar nem os compositores por isso, porque um enredo sobre iogurte e seus derivados é muito complicado. Mesmo assim, ainda conseguiram algumas sacadas muito legais, como o refrão principal, sempre brincando com o símbolo da escola e o enredo. Ficou de bom gosto e interessante. Mas há bastantes versos que já ouvimos em diversos outros sambas, culpa da pobreza do enredo. Wander Pires, como sempre, fez o samba crescer muito em sua voz. Novamente um show da bateria Ritmo Feroz do Mestre Thiago Diogo, que é uma das melhores do carnaval. Acho até que se fosse uma escola com mais "nome" no Grupo Especial, seria colocada entre as melhores. Para mim ela é, independente do nome. NOTA: 8,7
São Clemente - Esse samba deu o que falar. E continua. A primeira vez que você ouve, não gosta, acha trash e duvida que tenham escolhido. Na segunda, você começa a ver que é diferente de todos os demais (bem como a São Clemente sempre foi no carnaval). Na terceira você começa a cantar. Na quarta vez você o coloca entre os melhores do Grupo Especial. E é. Um samba que foge totalmente aos moldes "corretinho e explicadinho" dos atuais, é irreverente, debochado, cheio de trocadilhos e duplos sentidos. A escola não tem nada a perder no Grupo Especial, porque sempre é mal avaliada pelos jurados, por má vontade mesmo, implicância... Desta forma, a preta e amarela "mete o pé na porta" e faz diferente de todo mundo. Um grande samba, principalmente na melodia da primeira parte do samba e no refrão do meio, que gruda feito chiclete. NOTA: 9,5
Portela - Não tem o que falar desse samba. Aliás, tem sim: Perfeito. NOTA: 10
Grande Rio - Depois da tragédia do incêndio no carnaval que passou, a escola de Caxias chega com força para 2012. Começa no samba. Valente, dramático e emocionante. Apesar da melodia ser muito repetitiva, tem uma letra carregada de momentos que podem emocionar na Avenida. Acredito que esse samba fará história na Sapucaí, mesmo não sendo uma antologia. O refrão principal é um resumo disso tudo que eu falei. Wantuir gravou bem, assim como a maravilhosa bateria do Mestre Ciça. NOTA: 9,1
União da Ilha - Novamente a escola da Ilha erra e por questões políticas faz uma fusão. A escola levou três sambas para a final e, justamente o pior entre eles, foi quem levou a maior parte dos versos na obra, junto da melodia. Já a parceria favorita ficou apenas com quatros versos, os dois primeiros do refrão do meio e dois na segunda parte. A letra é até coerente, mas a melodia é totalmente "montada". Há uma quebra melódica enorme entre a primeira parte do samba e o refrão do meio, bem como aconteceu em 2010 (e eu comentei aqui e no Sambario) e perdeu ponto. Praticamente impossível do jurado não tirar pontos dessa questão. O refrão principal não tem a força que todos esperam, se lembrarmos que estamos falando da União da Ilha, uma escola que tem como "Marca Registrada" um refrão forte (não confundir com marcheado). Apesar de tanta crítica, é um bom samba para o enredo que pode render boas sacadas. É aguardar na Avenida. Destaque, assim como desde que voltou ao Grupo Especial, para o fantástico Ito Melodia e a maravilhosa bateria da União da Ilha. Espetaculares. NOTA: 9
Renascer - Samba assinado nada mais e nada menos que pelo grande Cláudio Russo, um dos melhores compositores da nova geração (pra mim é um dos três melhores, junto do André Diniz e Gusttavo Clarão). A letra é boa, tem uma descrição adequada para o homenageado (Romero Britto), mas há muitas coisas que já vimos em outros sambas, como o refrão do meio. A melodia tem a marca do compositor supracitado, com passagens em tom maior e outras em tom maior, sempre preparando para a entrada nos dois refrões. É um clássico samba que agrada jurado, acredito que vá ajudar muito a escola nessa estreia do Grupo Especial. NOTA: 9,2
PS: Veja as letras dos sambas clicando sobre o nome da escola de samba, que vai redirecionar ao excelente site Sambario, que tem todas as informações do carnaval brasileiro.
CD - Novamente a fórmula de gravação ao vivo foi acertada e perfeita. Dá uma dimensão maior dos sambas "de avenida", mas tem a essência de um estúdio, bem gravado e mixado. Os corais ajudam na empolgação das obras. O único problema continua sendo o ritmo acelerado das baterias. Uma coisa é ritmo de gravação, outro é o ritmo de avenida. E aí os produtores, acho eu, deveriam pedir aos mestres (ou na mixagem mexeriam isso) colocasse um andamento mais devagar. Sobre a safra em si, é uma das melhores dos últimos 10 anos, com apenas dois sambas que destoam dos demais e, mesmo assim, ainda não inferior ao apresentado nos últimos anos pelas as agremiações. NOTA: 9,5
Beija-Flor - Novamente a escola apostou na fusão de dois sambas, numa mais uma vez acertada decisão do gênio Laíla, criando um sambaço pra 2012. Lembra muito os sambas do começo da década 2000, quando a escola apostava em obras com letras mais extensas e com dois refrões menores e fortes. Belíssima letra e uma melodia com seus costumes. Mais do mesmo, mas nesse caso, não de forma pejorativa, mas positiva. NOTA: 9,4
Unidos da Tijuca - Belíssima obra da escola. Ao meu ver, o melhor samba da Tijuca desde 2005. Tem duas melodias fortíssimas nas duas estrofes, com um refrão do meio que "gruda" no ouvido. Acho que o refrão final é que destoa, não parece acompanhar a força melódica e poética do restante. O trecho "Simbora que a noite já vem, “saudades do meu São João” /“Respeita Véio Januário, seus oito baixo tinhoso que só” é o grande momento do samba. Somando enredo, carnavalesco e obra, a escola do Borel acertou em todos os quesitos "pré-carnaval", por enquanto. NOTA: 9,5
Mangueira - Essa gravação conseguiu ser unanimidade: Todos odiaram. Eu, pelo contrário, adorei. A primeira passada do samba é toda feito por artistas oriundos do Cacique de Ramos, enredo da escola verde e rosa para 2012. Assim como o homenageado, foi feita em ritmo de pagode, tentando "transportar" o clima das rodas de samba que acontece de baixo da Tamarineira. Sem falar nisso, são artistas renomados, que além de uma grande ação de marketing para execucação nas rádios, dão "peso" na escolha das mesmas. Sobre o samba em si, não precisa de muitos adjetivos quando falamos de Lequinho e cia. Mais um grande samba com refrão "Cara de Mangueira", forte, valente, curto e que "pega" de primeira. A segunda parte do samba tem muita poesia, onde ao invés de um COPIAR/COLAR trechos de sambas do Cacique, trabalhou versos para encaixá-los na obra. Excelente obra e tem tudo para ser um grande momento na história da escola. NOTA: 9,6
Vila Isabel - O que falar de um samba assinado pelo maior campeão da Vila, André Diniz e pelo maior sambistas (em termo de composição) na atualidade, Arlindo Cruz? Uma obra-prima. O samba tem momentos que todo sambista acadêmico, aquele que gosta do tradicional, como eu, se delicia. Melodia de uma soberba positiva única e com um contra-canto na segunda parte, que bem como os sambas do passado faziam, se encaixam perfeitamente. O refrão principal é espetacular, um achado que pode render e pegar na Avenida. Já o do meio tem uma "gingado" proposital, para fazer jus ao verso sobre "Reina Ginga". É um samba de grife e com qualidade, coisa de que nem todos conseguem fazer, apenas os melhores. Mistura-se isso a excelente volta do ritmo da Vila, podemos esperar um grande momento da escola do bairro de Noel. NOTA: 10
Salgueiro - Outra escola que traz um samba muito gostoso de ouvir. Ao contrário do que a "grife Salgueiro" apresenta desde o Ita (o famoso Explode Coração, de 1993), o refrão não é o momento principal do samba, mas a segunda parte do samba. A letra é perfeita, uma das mais "encaixadas" no enredo (junto da Vila), principalmente nas expressões nordestinas. Tem algumas passagens melódicas bem tradicionais, mas sem deixar de ser em tom maior, como a identidade da escola nos últimos anos. Bom samba. NOTA: 9,4
Imperatriz - Repetindo os dois últimos anos, a escola traz de novo um samba em tom menor e com letra um pouco extensa na sua segunda parte. E novamente acerta, mas não "se encaixa" com a escola. A Imperatriz está apostando num método de samba que agrada críticos, jurados e principalmente opinião popular, mas na Avenida não funciona para a sua comunidade, acostumada com sambas de diversas linhas melódicas ao longo dele. Mas é uma letra muito interessante, apesar de alguns clichês no refrão do meio que já foram feitos até mesmo pela própria escola em 1980. A melodia, como falei, tem um tom muito baixo, mas seu refrão parece que "já ouvimos". Ao meu ver, apesar de outros compositores, semelhante aos dos outros anos citados e de mesma qualidade. Acredito que também terá notas excelentes como eles. NOTA: 9,3
Mocidade - Após dois anos com sambas totalmente "fora" da sua história de excelentes obras e momentos marcantes, a escola de Padre Miguel escolheu seu melhor samba desde 2008 (O Quinta Império do Brasil, popularmente conhecido como "Minha Mocidade Guerreira"). Melodia com passagens líricas e com versos alusivos aos quadros mais famosos, mas sem trocadilhos apelativos e com criatividade. Um grande samba NOTA: 9,5
Porto da Pedra - Na minha opinião, é o samba que destoa da safra do Grupo Especial. E não podemos culpar nem os compositores por isso, porque um enredo sobre iogurte e seus derivados é muito complicado. Mesmo assim, ainda conseguiram algumas sacadas muito legais, como o refrão principal, sempre brincando com o símbolo da escola e o enredo. Ficou de bom gosto e interessante. Mas há bastantes versos que já ouvimos em diversos outros sambas, culpa da pobreza do enredo. Wander Pires, como sempre, fez o samba crescer muito em sua voz. Novamente um show da bateria Ritmo Feroz do Mestre Thiago Diogo, que é uma das melhores do carnaval. Acho até que se fosse uma escola com mais "nome" no Grupo Especial, seria colocada entre as melhores. Para mim ela é, independente do nome. NOTA: 8,7
São Clemente - Esse samba deu o que falar. E continua. A primeira vez que você ouve, não gosta, acha trash e duvida que tenham escolhido. Na segunda, você começa a ver que é diferente de todos os demais (bem como a São Clemente sempre foi no carnaval). Na terceira você começa a cantar. Na quarta vez você o coloca entre os melhores do Grupo Especial. E é. Um samba que foge totalmente aos moldes "corretinho e explicadinho" dos atuais, é irreverente, debochado, cheio de trocadilhos e duplos sentidos. A escola não tem nada a perder no Grupo Especial, porque sempre é mal avaliada pelos jurados, por má vontade mesmo, implicância... Desta forma, a preta e amarela "mete o pé na porta" e faz diferente de todo mundo. Um grande samba, principalmente na melodia da primeira parte do samba e no refrão do meio, que gruda feito chiclete. NOTA: 9,5
Portela - Não tem o que falar desse samba. Aliás, tem sim: Perfeito. NOTA: 10
Grande Rio - Depois da tragédia do incêndio no carnaval que passou, a escola de Caxias chega com força para 2012. Começa no samba. Valente, dramático e emocionante. Apesar da melodia ser muito repetitiva, tem uma letra carregada de momentos que podem emocionar na Avenida. Acredito que esse samba fará história na Sapucaí, mesmo não sendo uma antologia. O refrão principal é um resumo disso tudo que eu falei. Wantuir gravou bem, assim como a maravilhosa bateria do Mestre Ciça. NOTA: 9,1
União da Ilha - Novamente a escola da Ilha erra e por questões políticas faz uma fusão. A escola levou três sambas para a final e, justamente o pior entre eles, foi quem levou a maior parte dos versos na obra, junto da melodia. Já a parceria favorita ficou apenas com quatros versos, os dois primeiros do refrão do meio e dois na segunda parte. A letra é até coerente, mas a melodia é totalmente "montada". Há uma quebra melódica enorme entre a primeira parte do samba e o refrão do meio, bem como aconteceu em 2010 (e eu comentei aqui e no Sambario) e perdeu ponto. Praticamente impossível do jurado não tirar pontos dessa questão. O refrão principal não tem a força que todos esperam, se lembrarmos que estamos falando da União da Ilha, uma escola que tem como "Marca Registrada" um refrão forte (não confundir com marcheado). Apesar de tanta crítica, é um bom samba para o enredo que pode render boas sacadas. É aguardar na Avenida. Destaque, assim como desde que voltou ao Grupo Especial, para o fantástico Ito Melodia e a maravilhosa bateria da União da Ilha. Espetaculares. NOTA: 9
Renascer - Samba assinado nada mais e nada menos que pelo grande Cláudio Russo, um dos melhores compositores da nova geração (pra mim é um dos três melhores, junto do André Diniz e Gusttavo Clarão). A letra é boa, tem uma descrição adequada para o homenageado (Romero Britto), mas há muitas coisas que já vimos em outros sambas, como o refrão do meio. A melodia tem a marca do compositor supracitado, com passagens em tom maior e outras em tom maior, sempre preparando para a entrada nos dois refrões. É um clássico samba que agrada jurado, acredito que vá ajudar muito a escola nessa estreia do Grupo Especial. NOTA: 9,2
